sexta-feira, 7 de março de 2008

2006, VAMOS MUDAR? (JAN/ 2006)

PONTO DE VISTA
2006, VAMOS MUDAR?

Quero fazer uma reflexão com você sobre o momento político que estamos atravessando que tem causado à grande maioria dos brasileiros o sentimento de decepção em ter sido traído pela falta de coragem do presidente Lula. Destaco a frase da Jornalista Tereza Cruvinel, em seu artigo publicado no jornal O GLOBO de 25/12/05, onde diz: “A FRUSTRAÇÃO MALTRATA, MAS TAMBÉM ENSINA”. O ano de 2005 revelou fatos no campo político que nos deixou em estado de grande perplexidade, sendo o único ponto positivo, a meu ver, o de exercitar o nosso sentimento de indignação.
Quem de nós, a não ser os mais céticos, poderia imaginar que o governo Lula iria nos proporcionar tamanha frustração. Até setores do centro-direita, que dirigiu o nosso país por décadas e que se viu atordoado com a chegada do partido dos trabalhadores ao poder sem saber como agir na condição de oposição, poderia imaginar tamanha incompetência. Afinal, o PT vinha se preparando vinte e cinco anos para conduzir o país e realizar as mudanças que nos levariam ao desenvolvimento com distribuição de renda e oportunidades para todos, era o tão propagado “Modo petista de governar”.
Lula busca através de jargões “Perseguição das elites”, “Golpismo da oposição” dentre outros, esconder o fracasso do seu governo se recusando a admitir a sua total falta de amadurecimento e aptidão administrativa.
A esperança que motivou a eleição de Lula em 2002 está profundamente abalada. Sua reeleição, antes vista como certa, se perde diante do saldo negativo de seu governo. Senão vejamos: Amargamos em duas décadas e meia (1980 a 2005) uma pífia taxa de crescimento. No entanto, destaco que nesses últimos 25 anos o período compreendido entre 1994 a 2002, período governado pelo ex-presidente Fernando Henrique, ocorreu à promoção de uma forte política neoliberal responsável pelo enfraquecimento da nossa economia.
Em 2002 a “esperança venceria o medo” com a eleição de Lula e seu Partido dos Trabalhadores. Mas passados três longos anos a política neoliberal foi mantida, o aumento da concentração de capital e poder permaneceu intacto nas mãos de uma pequena elite dominante, os recursos para atender a demanda social continuaram insignificantes e a retomada do desenvolvimento ficou comprometida em razão da falta de recursos para aplicação em infra-estrutura, ou seja, a crise de governabilidade se instalou.
Os grandes estudiosos da economia mundial asseguram que num futuro próximo o bloco dos países emergentes, o chamado BRIC, formado por Brasil, Rússia, Índia e China passarão a ser responsáveis por mais da metade da produção mundial, no entanto, constatamos que o Brasil não vem conseguindo acompanhar a taxa de crescimento dos demais membros. A política implementada pelo governo do PSDB e mantida pelo governo do PT, centrada em taxa de juros altíssima, câmbio super valorizado, baixo investimento em infra-estrutura e insuficiente investimento em educação e tecnologia, vêm causando uma queda do nosso crescimento que repercuti diretamente na pequena expansão da indústria nacional.
O processo eleitoral de 2006 encontrará um eleitor que irá fazer sua escolha baseado em razões programáticas, e que não insistirá na continuidade de um projeto comprometido com políticas públicas neoliberais voltadas para o capital financeiro, através das altas taxas de juros, mantidas nos governos PSDB/PFL e PT.
O PMDB terá seu candidato escolhido nas prévias de março de 2006, e não tenho dúvidas de que o escolhido será o ex-governador Anthony Garotinho. Percebo um grande preconceito e certo temor por parte daqueles que sempre interferiram e direcionaram o processo eleitoral. No entanto o nome de Garotinho aparece como a única alternativa de mudança, pois tem apresentado propostas claras de rompimento com a continuidade do domínio do capital financeiro, e sim atrelando este aos interesses da produção e do trabalho.
Anthony Garotinho já revelou seu perfil empreendedor e gerencial. O que foi realizado no Estado do Rio de Janeiro, a partir do início de seu governo em 1999, demonstra o seu dinamismo, espírito público e compromisso com o desenvolvimento. O Estado do Rio de Janeiro alcançou posição de destaque entre as demais unidades da federação, passando a ser a 2ª maior economia nacional, o 2º maior PIB, a 2ª maior renda per capita e o estado com o menor índice de desemprego.
Introduziu uma política de desenvolvimento humano concentrada em 64 programas de grande alcance social. Garotinho já mostrou, através do Rio de Janeiro, a sua coragem e o seu compromisso com a justiça social. Imagine o que poderá fazer pelo Brasil. Vamos mudar!
Amaury Cardoso
amaurycardosopmdb@yahoo.com.br

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