quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A sedução do poder e os desvios dos valores morais. ARTIGO: NOVEMBRO/2014

Quando estamos diante de uma decisão que envolve um julgamento moral, temos que nos orientar e basear em valores e códigos morais que devem pautar o comportamento humano. Contudo, cada pessoa embora herda um conjunto estabelecido de normas morais, chega um momento em nossas vidas em que podemos refletir sobre elas, aceitá-las consciente e livremente ou rejeitá-las, uma vez que o comportamento moral caracteriza-se essencialmente pela livre escolha do indvíduo, baseado no fato da liberdade ser a base da conduta moral.

O filósofo grego Aristóteles bem define que a característica específica do homem em comparação com outros animais é que somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais. A política era uma continuação da ética, só que aplicada a vida pública,  as instituições públicas, a esfera de realização do bem comum como um ideal a ser alcançado.

Fiz a introdução acima, pois irei abordar um tema que vem tendo muito destaque nos últimos anos que são os casos de corrupção institucionalizada que se instalou em nosso país, que vem causando um grande mal a sociedade e ao avanço da democracia brasileira.

A corrupção em nosso país esta exposta como nunca antes em sua história, com o escândalo do roubo de milhões dos cofres públicos realizados na maior empresa pública brasileira, que a cada etapa da investigação da polícia federal, com a operação Lava-Jato, o ministério público e a justiça federal, com destaque a coordenação do juiz Sérgio Moro, se confirma a amplitude do esquema criminoso montado pelo partido dos trabalhadores numa conspiração para desviar dinheiro público envolvendo donos de grandes empresas e altos executivos ligados a cabeças coroadas do comando político em nosso país, no executivo e no legislativo federal, que corroem a democracia e os valores republicanos, abalando com a estrutura da política brasileira, em razão do processo destrutivo de financiamento político, montado pelo governo petista nos moldes do Mensalão, para financiar a base do governo, sendo pouco provável não haver o conhecimento de alguém do Palácio do Planalto, principalmente em razão do fato do doleiro Alberto Yussef já ter declarado, em depoimento na delação premiada, que tanto o ex-presidente Lula, como a presidente Dilma sabiam do esquema que envolve a Petrobras, tornando, com o aprofundamento das investigações, a situação de instabilidade política incontrolável, cujas as incertezas dos seus efeitos negativos para o futuro do Brasil nos assustam.

As investigações em curso identificaram 15 grandes empresas participantes do esquema, que juntas formaram um “ Clube” e fecharam contratos com a Petrobras no valor de R$ 59 bilhões. Contudo, a formação desse cartel nos permite suspeitar que seus tenebrosos negócios com o governo federal , tendo seus lucros ampliados com obras superfaturadas, ocorram em outras áreas, sendo o setor elétrico, através de contratos na construção de hidroelétricas, objeto de novas investigações.
A prisão do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, indicado pelo ex-ministro do governo Lula, o presidiário José Dirceu, é considerada explosiva por sua proximidade e ligações com a cúpula do PT e do governo. Em depoimento o ex-diretor de refino e abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, afirmou: “Olha, em relação à diretoria de serviços, todos sabiam que 2%, dos 3% cobrados de propina eram para atender ao PT. Outras diretorias, como gás e energia, e exploração e produção, também eram do PT... O comentário é que nesse caso, os 3% ficavam diretamente para o PT porque eram diretorias indicadas PT com PT”.

Concluo destacando um trecho da coluna do jornalista e acadêmico Merval Pereira, publicada no Globo de 16/11/14, onde diz: “O PT não inventou a corrupção, mas inventou um método sistemico de corrupção que perpassa todo o organismo governamental. Isso nunca ouve. Havia esquemas de corrupção localizados, pessoas corruptas atuando, mas nunca houve um esquema desse porte organizado pelo governo. A idéia de que é tudo igual ajuda a quem está envolvido com essas denúncias. Não é todo mundo igual. Nunca houve um partido que tenha montado um esquema dessa amplitude”.

No entanto, soa como o cúmulo do absurdo o fato da presidente Dilma em seu primeiro pronunciamento após a prisão de mais um ex-diretor da Petrobras nomeado no governo PT, juntamente com mais de duas dezenas de altos executivos de grandes e importantes empresas brasileiras, afirmar querendo capitalizar politicamente as ações da polícia federal na operação Lava-Jato, que é mérito do seu governo estar investigando a corrupção, quando, a bem da verdade, a investigação esta sendo desenvolvida pela polícia federal que é um Poder do Estado, e não subordinada a vontade política de qualquer governante e, pior ainda, querer culpar os governos passados pelo que esta acontecendo hoje na Petrobras, o que é uma desfaçatez, uma vez que os ex- diretores da Petrobras que estão presos e outros sendo investigados, foram nomeados pelo ex-presidente Lula, seu padrinho político, e mantidos em seu governo.

O interessante é que o governo vem atuando para impedir a investigação no congresso, rejeitando convocações de políticos do PT e aliados, inclusive o importante depoimento do ex-diretor de serviços Renato Duque, com isso estabelecendo um grande contraditório, ao afirmar que a investigação deve ser rigorosa “doa a quem doer”, não ficando “pedra sobre pedra”. Convenhamos presidente Dilma, até agora não temos motivos para acreditar na sua boa vontade em esclarecer os “malfeitos” ocorridos nos governos do seu partido (PT).

Ao que nos parece, o governo do PT se transformou em um grande balcão de negócios passando a querer controlar os outros dois poderes, onde os estratégicos setores da administração pública federal foram tomados e aparelhados pelo partido.

Diante do abalo que este escândalo da Petrobras trouxe a vida do país, há uma enorme preocupação no governo com relação a revelação dos políticos que serão atingidos, e esses com certeza estão em pânico. Depois dos desdobramentos do julgamento do Mensalão do PT, que embora o fato dos “companheiros” da direção do PT que foram presos estejam, um ano após, cumprindo prisão domiciliar, é inegável que a investigação da Petrobras passa a ser um marco histórico, um grande avanço no combate a corrupção, pois pela primeira vez corruptores e corruptos, donos de grandes empresas, altos executivos e líderes políticos são presos em nosso país.


Perde a democracia com o nível de criminalização da política.


                                                                                  Amaury Cardoso
                                                       Blog:  www.amaurycardoso.blogspot.com
                                                       Site:  www.fug-rj.org.br

                                                       E-mail:  amaurycardosopmdb@yahoo.com.br

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

“O MEDO VENCEU A MUDANÇA” ARTIGO: OUTUBRO/2014.

Diante do resultado apertado, que confirmou estarem os brasileiros divididos, a presidente Dilma obteve a concessão de 51,64% dos votos válidos para dirigir os rumos do país por mais quatro anos. Este quadro traz a confirmação de que o país esta dividido. populacionalmente e geograficamente, é demonstrada pelo fato do “vencedor” ter obtido uma vitória apertada, conquistada no “Fio do bigode”, o que exigirá da presidente reeleita muita humildade, sabedoria e capacidade de diálogo e articulação política, diante de uma oposição que sai bastante fortalecida, e com credenciais para exigir mudanças de rumo na condução do país e  as necessárias reformas.

Dilma em seu próximo mandato irá enfrentar tempos difíceis, causados pela insistência em continuar conduzindo a economia através de projetos que se revelaram frágeis e falhos, que não deram resultados, gestão ineficiente e a grave crise institucional que se desenha devido ao aparelhamento partidário que permitiu um elevado número de escândalos, sendo a corrupção na Petrobras, maior empresa brasileira, a ponta de um iceberg que começa a revelar a participação de cabeças coroadas da república do caixa 2.

Dilme venceu em 15 estados, na grande maioria do norte e nordeste, e Aécio venceu em 12 estados, concentrados no centro-oeste e sul, ficando a região sudeste do país dividida, com uma razoável vantagem para Aécio face a surpreendente vitória que obteve no maior e economicamente mais forte estado de São Paulo. Esse resultado estabeleceu uma divisão clara entre norte e sul do nosso país.

Diante de um país dividido eleitoralmente, do sentimento presente de mudança em razão de um quadro de baixo crescimento, inflação em alta, infraestrutura desmantelada e investimento em queda, o futuro governo precisará dar respostas urgentes.

Nesses 12 anos de governo do PT, o Brasil em geral tem chegado atrasado e o nosso ritmo de crescimento é um dado claro desse atraso, exemplo no fato do Brasil ter, neste período, crescido 4% ao ano em média, contra 4,8% do crescimento mundial e 7,6% do crescimento dos países emergentes. Estamos com a inflação em alta, enquanto o mundo com inflação em baixa; nosso crescimento zero, enquanto os emergentes crescem na média de 4,5% ; nossa taxa de juros na casa de 11% ao ano, bem acima do padrão mundial e dos emergentes.

Com relação ao alardeado baixo desemprego, em artigo recente o jornalista Carlos Alberto Sadenberg sustenta que se deve as mudanças que foram se consolidando e não uma proeza do atual governo, destacando: “Neste momento, o Brasil não gera empregos, a população trabalhando é estável faz algum tempo, segundo dados do IBGE. E, se continuar sem crescimento econômico, vai gerar desemprego”.

Nas eleições que ocorreram nos últimos 12 anos, a candidatura Aécio Neves, que conseguiu aglutinar a grande maioria dos segmentos políticos de oposição e a grande parcela da sociedade que clama por mudança, foi a que conseguiu chegar mais próximo da vitória, e com isso conseguindo rearticular a oposição, onde o fato de ter alcançado 51,5 milhões (48,5%) de eleitores o coloca no cenário político atual como o maior líder da oposição no país. A declaração do senador Aécio, de que: “Saio dessa eleição mais vivo do que nunca, mais sonhador do que nunca”, dá o tom de que irá liderar uma oposição sem contemplação com a má gestão, ineficiência dos serviços públicos e, principalmente, com os desvios de natureza moral (corrupção) e de natureza administrativa (ineficiência), contudo, sem deixar de apontar os caminhos olhando os interesses do futuro do país.

Fica claro que o desgaste do PT, face a revelada rejeição nesta eleição, exigirá da presidente Dilma amadurecimento, competência e capacidade de diálogo para enfrentar a grave realidade de um país com estagnação econômica, inflação em alta e a corrupção institucionalizada nesses 12 anos de governo petista, que foram, estrategicamente, escondidos e negados sua existência, no jogo mentiroso de marketing eleitoral.

Com um congresso mais fragmentado, onde o PT encolheu, e um PMDB em razão de mágoas dividido e a oposição saindo desta eleição mais forte e com um certo grau de coesão, o próximo governo Dilma precisará cicatrizar feridas profundas, resultado de uma campanha agressiva, baseadas na desconstrução dos adversários através de mentiras e calúnias, a presidente Dilma tem como principal desafio restaurar a confiança do congresso, do setor produtivo e de parcela significativa dos brasileiros. Convenhamos, não será fácil!

Fica a certeza: “O Brasil quer o melhor do governo e da oposição”




                                                                    Amaury Cardoso
                                      Presidente Estadual da Fundação Ulysses Guimarães /RJ.
                                    Blog: www.amaurycardoso.blogspot.com
                                    Site:  www.fug-rj.org.br
                                    E-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O TEMPO PERDIDO NO AVANÇO POLÍTICO. ARTIGO: SETEMBRO/2014

Fazendo uma retrospectiva dos momentos políticos vividos pela minha geração, tendo passado por longo tempo ( 1964 à 1989) sem eleições gerais para presidente, período de cassações, perseguições política e proibições de manifestações, vivi intensamente um movimento de resistência ao regime militar, participei de campanhas fundamentais para o restabelecimento do regime democrático de pleno direito.

Recordo-me da campanha pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, que permitiu a volta dos exilados, a campanha das Diretas Já e a campanha da Redemocratização, com a importante eleição indireta de Tancredo Neves a presidente no colégio eleitoral, que pôs fim ao ciclo de mais de 20 anos de governo militar, depois as passeatas pelo impeachment de Collor e, logo após, o movimento pela estabilização da economia, em meados dos anos 90, realizadas no governo FHC, e finalmente, assisti a eleição de Lula e o avanço do processo social da década passada. As conquistas foram lentas, mas alimentavam o sentimento de querer mais.

Com tristeza, percebo que essas lutas políticas que alimentaram os meus sonhos de juventude de mudar o Brasil, embora tenham provocado mudanças importantes, estão demorando a se concretizarem. É angustiante você perceber que seus sonhos do passado, sonhos e ideais políticos de 30 anos atrás, com o passar do tempo se tornam mais distantes.

Os processos eleitorais dos últimos anos, e o deste ano com mais evidência, tem revelado que o ciclo a que me referi acima, iniciado com o golpe militar de 64, esta terminando. Os partidos de hoje passam ao largo da maioria das pessoas, em especial para a juventude em razão do esgotamento de suas propostas, confirmando um quadro institucional partidário falido.

O que vivíamos a 30 anos atrás, a mobilização das ruas levantando a bandeira das eleições diretas, hoje se reflete numa descrença no processo político eleitoral, com a juventude inclinada para o voto branco e nulo, e muitos não interessados em se inscrever para votar, com o agravante do considerável número de abstenções.

Essa recusa é sintomática, que atinge diretamente os políticos e a instância partidária. Essa mensagem precisa ser entendida como advertência e alerta no sentido da necessidade da melhora da qualidade política e aperfeiçoamento da democracia representativa.

A sociedade não aceita mais “alianças” para sustentação da tal “governabilidade” em troca de espaços de poder, que passa a ser sustentada por uma base fisiológica e corrupta, com forte aparelhamento partidário, a exemplo do projeto de poder construído nestes 12 anos de governo do PT, responsável pelo aprofundamento da vergonhosa degeneração de nossas práticas políticas.

Essa perda de confiança e indignação com as práticas de governabilidade que se sustentam no aprofundamento da sucessão de escândalos praticados no governo petista, gerou uma crise institucional que atingiu frontalmente a necessária decência no trato da coisa pública, que precisa ser contida.

Não podemos nos eximir da responsabilidade de provocar a necessária mudança e, tão pouco podemos perder tempo. O novo congresso, cuja a renovação poderá influenciar nesse sentido, devido as evidências colhidas nesta eleição, onde a sociedade deixou claro não aceitar mais o atual, viciado, excludente e elitizado jogo eleitoral, razão pela qual a reforma política não tem como não entrar na pauta já em 2015. Esta eleição é uma prova incontestável de que o atual sistema eleitoral esta falido.

Não há outro caminho para a regeneração senão as urnas oficializando a mudança.



                                                              Amaury Cardoso
                                                 Presidente Estadual da Fundação Ulysses Guimarâes/RJ
                                            Blog:  www.amaurycardoso.blogspot.com
                                             Site:   www.fug-rj.org.br
                                            E-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br




terça-feira, 26 de agosto de 2014

O DESAFIO DO BRASIL É ENORME. ARTIGO: AGOSTO/2014.

Diante de uma economia global que passa por transformações profundas, o atual governo perde a oportunidade de adequar a produção brasileira e o desempenho do país aos novos tempos.

A história política e econômica do Brasil se formou através da existência de ciclos que se alteram nas fases de prosperidade e de atrasos. Dispensando a análise de ciclos anteriores, a partir de 2003 inicia-se no Brasil um ciclo marcado por quatro pontos principais: taxa de juros internacionais baixissíma; elevados preços das matérias primas (commodities); um alto contingente de desemprego; e apreciação cambial que possibilitou o país crescer, foram “anos dourados”, descontado o curto período da crise econômica de 2008.

Contudo, as circunstâncias econômicas favoráveis foram se modificando a partir de 2009: o preço das commodities perde força; os juros internacionais começa a se elevar; o desemprego começa a cair e a cotação do Real frente ao Dólar sofre mudança com a estagnação da queda do dólar.

Diante desse novo quadro o que fez o governo brasileiro, continuou cometendo equívocos na política econômica a ponto de causar enorme desgaste, cujo o aperto monetário tem se revelado insuficiente para inibir as expectativas pessimistas quanto a trajetória da inflação que começa a contaminar a confiança da sociedade, em especial a classe empresarial, face o governo Dilma não ter conseguido dar provas de que será capaz de colocar em ordem as finanças públicas.

O governo Dilma protagoniza um final de ciclo econômico mediocre em comparação aos países que compõem os BRICS, e, o que é pior, entre os países que formam a América Latina, pois esta amargando um pífio crescimento comparativo na faixa média de quatro anos, mal chegando a 2%.

No momento em que grande parcela dos países estão se preparando com afinco para um mundo de muita competitividade, o Brasil esta caminhando em direção contrária, deixando a desejar, sendo um dos mais urgentes problemas a escassa mão de obra qualificada, que se agrava em razão do nosso fraco nível educacional.

As medidas para contrapor esse quadro preocupante já foram por demais sinalizadas pelos especialistas econômicos, sendo as principais: Investimento através da melhoria da infraestrutura, na eficiência dos gastos públicos e no investimento na educação de qualidade tornando-a universal, mas que o governo Dilma reluta ou tem dificuldade em implantar.

Ao contrário, os investimentos estão se retraindo. O Banco Central já sinaliza que o país esta em leve recessão, e as didiculdades no setor elétrico contribuem para a retração dos investimentos em razão da ameaça da falta de energia ou do seu já inevitável encarecimento. “O governo do PT preferiu politizar o que deveria ser encarado de forma objetiva e técnica”.

A incompetência da gestão Dilma e o fato de não ter valorizado o planejamento com visão de longo tempo, esta causando um retrocesso econômico que começa a atingir os cidadãos naquilo que mais teme, a inflação crescente e o mal-estar provocado pelos péssimos serviços públicos, em especial nas grandes metrópolis.

Até quando permitiremos que a realidade social em nosso país e seus graves problemas continuem a serem banalizados?

Até quando conviveremos com o desconforto de sermos, pela avaliação da UNESCO, o 88º lugar em educação, segundo o PNUD, o 85º lugar no índice de desenvolvimento humano, na avaliação do Banco Mundial o 8º pior país em concentração de renda e o 54º país em competitividade no mercado mundial?

Não podemos nos conformar e nos acomodar com esse desastre em que nosso país se encontra. Parafrasendo Eduardo Campos: “NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL”.

Já não basta ter que aceitar que o ajuste de tudo que nos leva ao atraso econômico e social ficará para o próximo governo? E com qua garantia?

A conta desse descaso não pode chegar depois do fechamento das urnas, com a tentativa do atual governo de continuar a nos iludir. Até porque os argumentos são frageis e não mais convencem.



    Amaury Cardoso  Blog: www.amaurycardoso.blogspot.com
    Site:  www.fug-rj.org.br
    E-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br

domingo, 10 de agosto de 2014

O CORONELISMO POLÍTICO PRATICADO NOS CENTROS SOCIAIS. ARTIGO: JULHO/2014

O Rio de janeiro outrora cidade maravilhosa, antiga capital da república, ambiente efervescente onde as decisões políticas nacionais eram tomadas, berço cultural onde eventos aconteciam diariamente, a arte em todos os níveis se desenvolviam, cidade mãe da bossa nova, movimento que ganhou o mundo, e dezenas, centenas de atividades que faziam do Rio de Janeiro atração e lugar desejado por todos.

Com a mudança da capital, em 1960, para Brasília, o Rio de Janeiro aos poucos foi perdendo a qualidade de vida que faziam dele exemplos para o país. É relevante notar que políticos de diferentes ideologias debatiam idéias fervorosamente, porém diferentemente de hoje, eram de alto nível intelectual, defendendo suas idéias com argumentos sólidos fundamentados em suas convicções. O que vemos hoje? Os serviços de saúde precários incapazes de atender a demanda, o transporte ineficiente, com engarrafamentos permanentes, a educação num nível extremamente baixo onde os alunos sem condições, devido ao ambiente social desfavorável, assistem aulas dadas por professores desmotivados com salários que mal dão para o seu sustento.

A cidade inchada devido a famigerada especulação imobiliária e ocupações irregulares agoniza. Por outro lado os políticos locais que deveriam lutar para que esse caos minimizasse, de forma acintosa procuram se beneficiar dessa insuficiência e ineficiência de serviços, não se interessando em melhorar esse quadro, se utilizando, face essas carências, do artifício do clientelismo e assistencialismo para “comprar” votos, através do cúmulo da criação de “Centros Sociais” onde oferecem serviços de baixa qualidade a população, quando deveriam cobrar do poder público o cumprimento das atribuições  que lhe são exclusivas.

É vergonhoso, esses políticos deveriam ser alvo de repúdio por parte da população e o Ministério Público investigá-los levando-os de volta ao anonimato de onde nunca deveriam ter saído.

A ampliação da utilização de “Centro Sociais” vinculados a atividade política, nos quais candidatos demagogos oferecem serviços a eleitores em troca de votos, configura-se em clientelismo descarado, explicitando em terras fluminenses o exercício da política no mais atrasado dos sertões, retornando a época do coronelismo político, ou seja, “compra” do eleitor através do fornecimento de serviços do quais já tem direito.

Os “Centros Sociais” tem dissiminado um clientelismo que distorce e desqualifica a representação política, por se utilizar da troca de favores estabelecendo o vínculo de gratidão do cidadão (eleitor) com aquele que o beneficia através dos serviços que oferece, tais como: tratamento dentário, consulta médica, orientação e apoio jurídico, cursinhos de baixa qualidade profissional e até mesmo “ajuda” em dinheiro, que passa a ser retribuído pelo beneficiado por votos, fato que tem sido recorrente nas regiões mais atrasadas e carentes, com deficiências na prestação de serviços público.

A pratica da política clientelista é um sintoma da degradação na forma de fazer política. A sensação absurda que se tem é a de que os políticos que se beneficiam desses métodos não se interessam pela mudança desse quadro, e não trabalharão para que serviços essenciais a população, como saúde e educação, melhorem de qualidade.

O clientelismo praticado nesses “Centros Sociais” é um eficaz instrumento de distorção da representatividade, cuja a qualidade é essencial para o aprimoramento da democracia. A demagogia, o clientelismo e o “toma lá dá cá” na prática política cresceu em alto grau, fazendo vítima o sistema eleitoral e político, que pela distorção sofrida amarga a indiferença de um eleitor indignado e incrédulo diante das imoralidades que são praticadas por aqueles que deveriam honrar com seriedade, correção e eficiência o mandato recebido.

É lamentável ter que admitir que do ponto de vista da consciência de muitos se aceite o princípio do “rouba mais faz”, “me ajuda com alguma vantagem que eu voto” e do “toma lá dá cá”, o que vem a comprovar que a ética não é uma questão decisiva para eleger e ou deixar de eleger em nosso país, e, infelizmente, exemplos são muitos.

Concluo com uma citação bem apropriada ao tema do poetinha Vinícius de Morais, que a cada eleição se torna mais atual: “POLÍTICOS, MELHOR NÃO OUVI-LOS. MAS, SE NÃO OS OUVIRMOS, COMO SABÊ-LOS?”.

É certo afirmar que, melhoramos a qualidade da política qualificando o nosso voto.



                                                                   Amaury Cardoso
                                             Blog: www.amaurycardoso.blogspot.com
                                             e-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br
                                              site:  www.fug-rj.org.br

domingo, 13 de julho de 2014

QUAIS SERÃO OS REFLEXOS DO PRAGMATISMO ELEITORAL PARA A DEMOCRACIA BRASILEIRA E AS ELEIÇÕES QUE SE APROXIMAM? ARTIGO: JUNHO/2014

Inicio este artigo destacando uma afirmação do senador Cristovam Buarque: “A democracia brasileira é uma bagunça, tanto no funcionamento do aparelho do estado (Relação entre os três poderes e pequenas repúblicas cartoriais envolvidas no exercício da atividade administrativa no dia a dia) quanto no processo eleitoral propriamente dito”.

A democracia não é estática. Ela tem por mérito promover o aperfeiçoamento das instituições. Estará a democracia brasileira ameaçada em razão da demora na realização de uma reforma política e eleitoral que acompanhe as mudanças da sociedade e se ajuste as demandas do século XXI? Baseado nesta tese, podemos afirmar que estamos diante do esgotamento dos ciclos políticos. A sociedade tem dado sinais claros da sua rejeição ao modelo político e eleitoral vigente em nosso país, por entender ser este modelo elitista, excludente, viciado e atrasado face ao seu descompasso frente aos anseios da sociedade. As reações populares, ocorridas com mais intensidade a partir de junho/2013, foi o divisor de águas, onde o jogo político mudou, e suas incertezas aumentaram.

A incompreensão e relutância na promoção das reformas política e eleitoral esta comprometendo seriamente a democracia representativa, que se vê revelada na sociedade, diante da atmosfera de impaciência, raiva, incompreensão e cansaço presentes na grande maioria dos brasileiros.

Dentro do conjunto de fatores que distanciam a população do processo político eleitoral, vejo como principal motivo a percepção do eleitor com a falta de compromisso, preparo, credibilidade, propostas convincentes e coerência em suas ações e atitudes, visíveis na grande maioria dos políticos e postulantes a cargos de representação no executivo e legislativo. É fato que essa reação vem provocando o esgotamento do atual modelo de representação na democracia brasileira.

Percebo que a sociedade espera e exige algo maior dos candidatos aos cargos de representação política no processo eleitoral que se aproxima. A indignação, descrédito e desconfiança do cidadão com os políticos de um modo geral e com as instituições partidárias, que não mais as representam, crescem a cada dia. A corrupção esta diretamente associada a classe política, e o fisiologismo e pragmatismo tem sido o vilão das instituições partidárias. É assim que enxergam!

A sociedade anseia por compromissos factíveis, com propostas claras de como avançar na questão dos direitos sociais, na qualidade dos serviços públicos, na qualidade da infraestrutura, na qualidade da mobilidade urbana, na promoção da sua inclusão social e consequente melhoria da sua qualidade de vida.

Esse é o debate que cada cidadão espera, por entender ser o caminho da superação das persistentes desigualdades estruturais da sociedade. Contudo, lamentavelmente, são muito poucos os políticos e candidatos com competência,  sensibilidade e, acima de tudo, compromisso com os anseios apontados acima, principalmente pela diversidade de alianças políticas que tem causado no eleitor uma desconfiança a mais, face as incoerências de posições políticas entre as coligações partidárias que se firmam, facilitadas e ditadas pelo atual modelo eleitoral, construídas com foco na disputa de poder, razão do jogo político. Entendo que essa realidade tem contribuído para à despolitização dos eleitores. Neste quadro, a democracia representativa perde. E quem ganha com isso?

Esta muito claro que o fato da grande maioria dos partidos terem se transformado em “Ocas siglas” sem ideologia e vazias de compromissos com a realidade traduzidas nos anseios populares e defasadas da realidade democrática de hoje, tem sido o ponto central que  tem levado a instituição partidária ao descrédito junto a população, por não se sentirem por ela representadas devido ao distanciamento e não modernização de seus programas, ideias e bandeiras.  

O mal a democracia representativa já esta posto, e seus efeitos já são sentidos e o que virá é imprevisível, e só a coragem de se realizar as necessárias reformas política e eleitoral poderá restabelecer a confiança e participação da sociedade no novo processo político em nosso país.

Com a palavra as grandes lideranças políticas e partidárias.



                                                            Amaury Cardoso
           Presidente Estadual da Fundação Ulysses Guimarães do Rio de janeiro-FUG/RJ.

                             Site: www.fug-rj.org.br
                             Blog: www.amaurycardoso.blogspot.com.br
                             e-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br

sexta-feira, 23 de maio de 2014

UPP, UMA POLÍTICA PÚBLICA QUE NÃO PODE RETROCEDER. ARTIGO: MAIO/2014.

Esta cada vez mais claro para a maioria da sociedade que não há outra alternativa para o combate a violência e criminalidade senão a de consolidar o programa do governo do estado do Rio de Janeiro das Unidades de Polícia Pacificadora – UPPs.

Temos que ter a consciência de que se trava uma luta com um adversário poderoso, que é a força econômica do comércio milionário e ilegal das drogas, e a atual política de segurança em nosso estado, pela primeira vez, ameaça o status quo do crime internacional de drogas que por décadas alimentou e se utilizou do apartheid social que se estabeleceu em territórios em nosso estado.

Consolidar as unidades pacificadoras já instaladas, e atualmente sobre ataques do crime organizado, é uma decisão acertada que o governo já tomou. Contudo, expandir o programa de pacificação com a criação de mais UPPs, se reveste de cuidados que garantam que o programa seja acompanhado de medidas administrativas, operacionais e sociais capazes de estabelecerem e consolidarem canais de integração com as comunidades atendidas pelo programa, evitando os focos de conflito, já identificados, com os moradores.

Os resultados alcançados com a implantação do programa das UPPs, são inegáveis mas, que precisa haver avanços, principalmente, no aspecto da integração com os moradores, que mesmo aprovando o fato de serem “libertados do julgo do tráfico”, se sentem inseguros com a cultura policial de desrespeito e troculência.

Entendo que já foram dados os primeiros passos nesse sentido com a criação da Ouvidoria das UPPs, que tem por objetivo estabelecer um canal de comunicação direta com a comunidade e suas lideranças. Outra medida importante foi a decisão de criar os Conselhos de Gestão Comunitária, um avanço no programa dos Conselhos Comunitários de Segurança, que ajudei a implantar e atuei como o primeiro coordenador nas Áreas Integradas de Segurança Pública - AISP, que busca abrir um canal mais intenso de participação do cidadão que mora em comunidade pacificada, na gestão e decisão local das ações de segurança pública praticadas pela UPP.

As respostas aos graves problemas existentes nas áreas onde o poder do estado, por décadas, esteve ausente vão além de intervenções policiais, que devem ser mantidas e intensificadas, passando por ações profundas que transformem as áreas de favelas em bairros, onde saneamento, urbanização, saúde e educação em horário integral são fundamentais e essenciais para a garantia da transformação social e cultural que se pretende.

A nossa polícia precisa reavaliar seus conceitos, forjados através de uma cultura de segurança ultrapassada, mudando a visão de grande parcela da sociedade de que a polícia é reconhecida como agente da violência e, especialmente, contra os pobres.

Os protestos estimulados e promovidos pelo tráfico, criam uma sensação equivocada de que a polícia e não os traficantes, são os responsáveis pela violência. Essa tática precisa, urgentemente, ser desmontada, com vistas a consolidar a confiança e consequente apoio da população, em especial os moradores das comunidades envolvidas no processo de quebra do domínio do medo aplicado pelo tráfico.

A confiança da população no programa das UPPs é um poderoso aliado que irá viabilizar os esforços de controle e pacificação dos territórios ocupados há cerca de 40 anos por bandidos, hoje, criminosos com ligação com o tráfico internacional de drogas.

Outro grande estigma a ser vencido é com relação a visão da população de uma polícia corrupta e intolerante, que tem sido o grande calcanhar de Aquiles que mina a credibilidade e confiança na nova política de segurança do governo estadual, que já mostrou grandes resultados, mas que esta ameaçando a sua eficiência e avanço no sentido do necessário aperfeiçoamento. Essa é uma questão que, infelizmente, não se resolve a curto prazo, e sim a longo tempo, se iniciado através de uma reforma radical na polícia e, paralelamente, estabelecendo enfoque nas ações sociais.

A defesa intransigente das UPPs deve vir acompanhadas de respostas imediatas e firmes aos desvios pontuais de conduta dos profissionais de segurança pública, através de seu saneamento e qualificação profissional, além dos imprescindíveis investimentos sociais, que, devido ao longo tempo de ausência, precisam acontecer com maior velocidade e abrangência. Essas correções de rumo são vitais para evitar a tragédia de se abrir a possibilidade de risco de retrocesso da corajosa e melhor política pública de segurança já implantada. E esse mérito é do estado do Rio de Janeiro.

O poder público precisa continuar agindo com firmeza para que a lei seja cumprida, evitando que o atual momento de tensão em algumas favelas seja aproveitado para se espalhar a violência.

A onda de justiçamento e atos de barbárie ocorridos no país, pelos casos que se sucedem, tem nos chamado a atenção pela frieza com que as pessoas estão tomando para si o direito de aplicar penalidades, muitas levadas a morte, se colocando acima da justiça e do poder do estado. Mas, esse comportamento humano, por ser de grande complexidade, será objeto de melhor análise para um futuro artigo.




                                                                    Amaury Cardoso
                                               Blog:    www.amaurycardoso.blogspot.com
                                               Site:      www.fug-rj.org.br

                                               E-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A VERGONHOSA SITUAÇÃO DA PETROBRAS ! ARTIGO: ABRIL/2014

Inicio este artigo com o reconhecimento constrangedor da presidente da Petrobras, Graça Foster, ao afirmar: “A compra de Pasadena foi um mau negócio”. Diante dos fatos que surgem a todo momento, não é radicalismo afirmar que é inconcebível esse abismo ético em que se encontra a Petrobras!
 
A cada dia vêm à tona informações que dão conta dos obscuros negócios da Petrobras, que precisam ser investigados abertamente para que a sociedade brasileira tenha conhecimento do que realmente existe de concreto em uma empresa que é orgulho nacional e patromônio dos brasileiros, e que esta perdendo sua credibilidade devido a má gestão provocada por aparelhamento político, causando instabilidade na estatal e refletindo diretamente na sua imagem.
 
O foco são as transações e os enormes prejuízos financeiros que corroem um patrimônio, ao ponto de levar uma empresa pública de ponta a condição de alto risco, em razão da corrosão da credibilidade da estatal, em face de prejuízos bilionários.
 
Fatos graves que surgem com negociações mal feitas, tais como: a compra de 50% de uma refinaria em Pasadena (Texas), em 2006,  por US$ 360 milhões de dolares, tendo esta custado um ano antes a sua sócia belga Astra, US$ 42 milhões de dolares, e como se não bastasse esse absurdo, um ano depois a Petrobras por desentendimento com sua sócia Astra e, em razão de cláusula contratual que obrigava uma das partes a comprar os demais 50% da companhia em caso de litígio, e a que garantia à vendedora um rendimento fixo ao ano, p´roximo a 7% independente dos resultados. Em razão disso a petrobras  teve que pagar mais US$ 890 milhões de dolares a Astra face a desistência desta, perfazendo um total de US$ 1,250 bilhão. Um verdadeiro golpe aplicado pela sócia.
 
Outro caso de mal negócio foi a operação para a construção da refinaria de Abreu e Lima (Pernambuco), em 2005, orçada inicialmente em US$ 2 bilhões de dolares, tendo esse valor sido reajustado chegando a cifra de US$ 20 bilhões de dolares, em razão de um acordo político mal resolvido com o governo da Venezuela, para agradar à época o presidente venezuelano Hugo Chaves, que não honrou, o que obrigou o governo brasileiro a arcar sozinho com o custo total da obra.
 
Outro negócio mal feito foi a compra de uma refinaria no Japão, em 2008, por US$ 71 milhões de dólares, tendo sido gasto mais US$ 200 milhões de dolares, em razão de sorvedouro. Por fim, as denúncias de pagamento de propina, por empresas com interesses dentro da estatal, a funcionários, calculado em cerca de US$ 150 milhões de dolares.
 
Essas transações, “negócios mal explicados”, atendem um tráfico de influência que precisa ser identificado e punido severamente. Uma empresa do porte da Petrobras, com excelentes quadros técnicos não tem como justificar a realização de negócios tão ruins.
 
Não é compreensível e admissível que a presidente Dilma, que foi eleita com a imagem de “grande gestora”, tenha sido “enganada”, como afirma, com a omissão de cláusulas contratuais prejudiciais à Petrobras, e apesar da descoberta do fato desastroso não tenha punido os responsáveis que, até a deflagração da operação “Lava Jato” pela Polícia Federal, continuavam ocupando posição estratégica com cargo de confiança na direção da empresa.
 
Diante desses fatos graves que configuram um escândalo de lesa patria, não cabe a atitude dos governistas de resistirem a criação da CPI da Petrobras, no momento em que se estabelece a obrigação do governo federal de dar explicações a sociedade brasileira.
 
O país tem o direito de saber a real situação em que se encontra a Petrobras. O que de fato ocorreu? Quem são os responsáveis? Quem foram os beneficiados?
 
BASTA DE TENEBROSAS TRANSAÇÕES!
 
 
 
                                                                          Amaury Cardoso
                                                   Blog:  www.amaurycardoso.blogspot.com
                                                E-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br
                                                     Site: www.fug-rj.org.br

É só para você ter uma ideia - Ep. 24 - Amaury Cardoso

Essa entrevista concedida a minha amiga Teresa Couri - professora, psicanalista, terapeuta ocupacional- foi para mim muito especial. Por nos...