segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O PODER DA JURISTOCRACIA NO BRASIL PRECISA SER CONTIDO. - Artigo: Setembro/26


Os poderes da República precisam preservar junto a população a credibilidade. Lamentavelmente, o que se percebe é que as instituições em decorrência do mal exercício do poder, das ilicitudes e em certos casos dos arbítrios estão com a credibilidade profundamente abalada. 

Gostaria de destacar nesse texto reflexivo o fato da república brasileira experimentar uma reconfiguração que não se deu através de reformas constitucionais ou por plebiscito. Essa transformação silenciosa e de certa forma profunda está avançando sobre a constituição do Brasil. O responsável  por essa agressão a nossa constituição é justamente o poder judiciário -através do STF- seu guardião, que passou a ocupar o centro do poder político nacional.

Quando o centro do poder político é concentrado no poder judiciário, e aqui me refiro ao STF, essa situação é classificada como juristocracia - um sistema em que juízes, sem representação popular, de fato governam o país, substituindo o poder legislativo e limitando o poder executivo. Os excessos cometidos pelo STF evidencia este desequilíbrio e desarmonia entre os três poderes da República.

Essa reconfiguração da república extrapolam os limites estabelecidos pela Carta Constitucional de 1988. A imparcialidade técnica transformou-se em ativismo político o que é inaceitável e preocupante por afrontar o estado democrático de direito.

O princípio da separação dos poderes foi agredido pelo STF, que desrespeitou os limites de seu poder constitucional ao atropelar o legislativo, exercendo poderes do parlamento. 

O que se percebe é que a imparcialidade jurídica, dever juramentado da magistratura, está em declínio fazendo com que cresça na sociedade um elevado descrédito do STF. 

O novo regime da toga, sob o argumento de defender a democracia, legisla, adiministra, pune e censura, exercendo um papel que a constituição não o concedeu, tem adotado práticas que ferem seus próprios fundamentos: o princípio da legalidade, o contraditório, a separação dos poderes, a soberania popular.

Finalizo esse meu ponto de vista com a citação do ex-ministro do STF Ayres Brito: “ O ministro do supremo não é infalível, não é um Deus. Ele deve ter como responsabilidade maior essa distinção entre a vontade subjetiva dele e a vontade subjetiva da Constituição, sobretudo. O que interessa não é a vontade subjetiva do ministro é a vontade objetiva do texto normativo por ele interpretado e aplicado. Ele tem que se anular como pessoa tem que tirar o time de campo na sua subjetividade. A arte de entender que a subjetividade do operador jurídico não conta . O que interessa é a objetividade do querer normativo e não a objetividade do querer do juíz, do julgador.”.

Esse é o meu ponto de vista!


Amaury Cardoso @cardosoamaury

Graduação em Física, Pós Graduação em Gestão Pública, Pós Graduação em Políticas Públicas e Governo, Pós Graduação em Marketing, Comunicação, Planejamento e Estratégia em Campanhas Eleitorais, Especialização em Política e Estratégia, Especialização em Ciências Políticas.

domingo, 9 de agosto de 2026

É só para você ter uma ideia - Ep. 24 - Amaury Cardoso



Essa entrevista concedida a minha amiga Teresa Couri - professora, psicanalista, terapeuta ocupacional- foi para mim muito especial. Por nos conhecermos a muitos anos ela soube de uma forma diferenciada de outras pessoas que já tive a honra de ser convidado para um bate papo tirar muitas coisas que guardo dentro de mim. 

Ter sua atenção a esta conversa entre dois grandes amigos muito me honra. Se desejar, esteja a vontade para compartilhar!

Obrigado!

Fraternal abraço!

Amaury Cardoso 

@cardosoamaury

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Enquanto obras aguardam recursos, R$ 71,8 bilhões em contratos públicos são alvo de investigações no Rio. - Artigo: agosto/2026.


Segundo pesquisas que realizei junto a matérias jornalísticas já divulgadas, o Estado do Rio de Janeiro tem atualmente R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação em operações policiais e auditorias realizadas entre junho de 2025 e julho de 2026. O levantamento reúne 22 investigações conduzidas por órgãos como a Polícia Federal, Ministério Público, Polícia Civil, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

O valor chama atenção pela sua dimensão. Ele supera, por exemplo, o custo estimado da Linha 3 do Metrô, que ligará Rio, Niterói e São Gonçalo, e representa mais da metade de todo o orçamento previsto pelo Estado para 2026, estimado em R$ 126,7 bilhões. Também equivale a quase quatro vezes o déficit orçamentário projetado para este ano, de R$ 18,93 bilhões.

Embora os recursos investigados não representem prejuízo comprovado — já que as apurações ainda estão em andamento —, os números revelam a dimensão das suspeitas que recaem sobre contratos públicos e despertam preocupação quanto ao uso do dinheiro destinado à população.

No campo das investigações, a maior apuração em andamento é a Operação Sem Refino, da Polícia Federal, que investiga contratos e operações financeiras estimados em cerca de R$ 50 bilhões. Entre os investigados estão o ex-governador Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit. Na sequência aparece a Operação Unha e Carne – 6ª fase, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro de aproximadamente R$ 7,6 bilhões envolvendo postos de combustíveis da Região Metropolitana.

Também estão entre os maiores casos a auditoria do TCE-RJ, que identificou indícios de irregularidades na aplicação de R$ 6,5 bilhões em recursos públicos; a Operação Compliance, que investiga cerca de R$ 3 bilhões em contratos do Rioprevidência; e a Operação Antracito, que apura contratos da Organização Social Prima Qualitá Saúde, envolvendo aproximadamente R$ 1,6 bilhão em repasses do SUS.

Além desses casos, outras investigações apuram suspeitas de irregularidades na Saúde, Previdência, Secretaria de Fazenda, Instituto Rio Metrópole e UFRJ, envolvendo centenas de milhões de reais. Entendo que esses escândalos causam fortes reflexos para a população em razão do impacto envolvendo cifras dessa magnitude, que vão muito além dos números. A população tem a consciência que os recursos públicos sob investigação de desvios de corrupção representam investimentos que deixam de fortalecer áreas essenciais como saúde, educação, mobilidade, segurança e infraestrutura.

Destaco, por concordar, a opinião da cientista política Mayra Goulart, da UFRJ, ao afirmar que o problema surge quando a estrutura do Estado deixa de atender ao interesse público e passa a servir a interesses políticos ou particulares. Concordo, também, com aopinião do antropólogo Roberto DaMatta, ao destacar que a complexidade da administração pública faz com que muitos cidadãos não consigam perceber a dimensão do prejuízo causado por desvios de recursos públicos.

As investigações seguem em andamento e caberá à Justiça decidir, ao final dos processos, sobre a responsabilidade de cada investigado. Tenho a certeza de ser a expectativa da grande maioria absoluta das pessoas de bem que estão acometidas pelo sentimento de indignação e repugnância em virtude dos inúmeros casos de corrupção que o ocorreram nas esferas do poder público em todos os níveis de poder.


Amaury Cardoso @cardosoamaury

Graduação em Física, Pós Graduação em Gestão Pública, Pós Graduação em Políticas Públicas e Governo, Pós Graduação em Marketing, Comunicação, Planejamento e Estratégia em Campanhas Eleitorais, Especialização em Política e Estratégia, Especialização em Ciências Políticas

ESTOU CONVENCIDO DA EMERGÊNCIA DE SE REFORMAR AS INSTITUIÇÕES DE PODER EM NOSSO PAÍS. - Setembro/2026.

É deprimente o que estamos assistindo dentro do supremo tribunal federal-STF. Inadmissível o fato de haver o envolvimento direto de ministro...