sábado, 12 de junho de 2021

O SÉCULO XXI NOS RESERVA A MAIOR REVOLUÇÃO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE! - ARTIGO: MAIO/21



O mundo está em convulsão diante de uma situação complexa, ameaçadora e contraditória, e corre um grande risco de sérios conflitos no campo humano, econômico e ambiental. Este alerta se sustenta no fato de estarmos observando uma degradação acelerada do meio ambiente, a volta do surgimento de tendências fascistas, segregacionistas, obscurantistas observadas em muitos governos revelando o lado mais irracional e odiento do ser humano, o risco de novas guerras, a desigualdade de renda e de riqueza se ampliando agravadas com a volta da pobreza para bilhões, tudo isso face o retorno da hegemonia do liberalismo capitalista mais radical praticado por muitos governos. Vivenciamos crises econômicas e políticas decorrentes do avanço em escala global do neoliberalismo que tem causado sérias consequências para a população de alguns países em razão de estar levando à ascensão formas autoritárias de governo neoliberais. Contudo, é inegável que no campo do bem estarà humanidade no geral está melhor apesar dessas contradições.

A população mundial tem crescido de forma acelerada nas últimas décadas e atinge na segunda década do século XXI o número de oito bilhões de pessoas, o que tem levado a uma fenomenal necessidade de elevação da produtividade e da produção de alimentos. Para tal, ocorrem uma grande ampliação das áreas agricultáveis, terras que estão sendo subtraídas em grande escala pelo ser humano, senhor do planeta,em detrimento de desmatamento de florestas e elevado sacrifício de animais. O avanço da crise ambiental, tendo como consequência maior o aquecimento global e as mudanças climáticas, tem como causa principal a ambição sem limites pelo lucro motivado pela ação econômica humana e, paradoxalmente, a única saída parece ser uma reforma radical no sistema, para a qual as elites se recusam a contribuir pelos motivos óbvios do lucro insano.

Presenciamos uma revolução tecnológica descomunal, que tem permitido aos seres humanos um poder sequer pensado antes, onde toda população está integrada em uma rede de comunicação em tempo real. O avanço das redes sociais é o símbolo do início da nova era.

É fato que o avanço tecnológico é inevitável e seus efeitos irreversíveis. No século XXI a automação através da robótica amplia sua participação em todas as esferas de trabalho e as áreas atingidas na sua grande maioria serão as que mais empregam mão de obra exercida por pessoas com pouca instrução e pouco conhecimento.

O futuro próximo será implacável para os trabalhadores nas áreas primária, secundária e terciária, ou seja, nos setores de serviços, produção e montagem, não que outras áreas de trabalho estejam protegidas da competição da máquina, pois a Revolução 4.0 na indústria vem impondo, em especial na periferia, uma competição predatória pela depreciação da força de trabalho.

As consequências do desemprego causado pela competição da máquina/robótica versos ser humano precisa ser avaliada e de alguma forma amenizada. O avanço tecnológico é inevitável, e acima de tudo necessário para a melhoria da qualidade de vida da humanidade. Porém seus efeitos negativos são muito preocupantes, pois o que fazer com milhões de pessoas que são substituídas pela tecnologia? Estamos diante da maior revolução da história da humanidade! Há tempos venho manifestando a preocupação sobre os graves sintomas social resultante desse avassalador avanço tecnológico, bem como sobre o fato de os homens, em especial os excluídos do conhecimento e menos capacitados tecnicamente, por sobrevivência se tornar inimigos do progresso.


Tenho o entendimento de que a gula do capitalismo e o avanço do neoliberalismo devam ser contidos em virtude do risco do aumento, em grande proporção, do desequilíbrio social em decorrência da grande escassez de renda por falta de emprego. Não haverá saída para os que não se adequarem à nova realidade que se impõe, pois as transformações, que já ocorrem, pode ser mais ou menos rápida, contudo certamente profundas.

Esse é parte do cenário que eu vejo se desenhar. Competição intelectual e tecnológica cada vez mais acirrada, onde o importante papel da educação de qualidade e universalização ao acesso do conhecimento se torna fundamental e imprescindível! Quem não o possuir está alijado, excluído do mercado de trabalho e, consequentemente, marginalizado socialmente.

Atualmente presenciamos a quarta Revolução Industrial, com uma convergência de tecnologia digital, física e biológica. Esta mudança provocará alterações nos sistemas econômicos, sociais e educacionais que passaram a ter como objetivo a melhoria de vida e bem estar da sociedade. Contudo, só aos que estiver alinhada a essa nova revolução serão capazes de passar para a “próxima fase”, o que pode também ser entendido como “Darwinismo” tecnológico, onde a inovação tecnológica será o eixo. A tecnologia da informação exigirá cada vez mais profissionais qualificados, trazendo como impacto negativo a perda de muitos postos de trabalho por conta da automação.

Por fim, o século XXI será marcado por profundas e rápidas mudanças tendo como resultado profundas exclusões! Para os países que continuarem com baixo nível educacional e atraso no campo da inovação e ciência & tecnologia, às sequelas no campo do desenvolvimento humano, social e econômico serão catastróficas! É preocupante e muito sério o que o futuro reserva aos marginalizados socialmente em razão do pouco conhecimento e deficiência de capacitação técnica/profissional.

Diante do que foi revelado pelo processo histórico civilizatório através dos impactos causados pelas grandes transformações causadas pelas quatro fases da revolução industrial ocorridas até agora, fica a indagação: O que os novos acontecimentos sociais, econômicos e ambientais nos ensinam, que possam nos orientar sobre as consequências que advirão para o futuro próximoda humanidade acerca da trajetória da evolução tecnológica avassaladora que está em curso neste século?Colocando na balança os prós e contras, hoje, para mim fica difícil arriscar uma previsão, razão pela qual vejo o atual quadro como extremamente preocupante.

Diante desse pequeno resumo de fatos, causas e efeitos, não tenho dúvidas de que a humanidade conhecerá “milagres” que, hoje, não podemos imaginar!



Amaury Cardoso

Blog de artigos: www.amaurycardoso.blogspot.com.br

quarta-feira, 28 de abril de 2021

NEGAR A POLÍTICA TEM SIDO UM GRANDE ERRO! - Artigo: Abril / 2021



Negar a política, o que infelizmente muitos fazem, têm sido um grande erro!

Precisamos ter a efetiva consciência da nossa importância na sociedade, onde o exercício pleno da cidadania é fundamental para qualquer processo de mudança do status quo vigente.

Cada pessoa precisa ter clareza da importância da sua participação na política, e que ela deve ser realizada de forma eficiente, e para tal o seu poder de análise crítica e entendimento do processo político contemporâneo é extremamente necessário.

É através do interesse pela política, seja a partir da participação individual e/ou nos movimentos sociais, que nos tornamos atores de mudanças sociais, políticas e, consequentemente, dá ordem estabelecida em uma sociedade.

Eu participo e atuo no processo político a longos anos e confesso que me entristeço com a decadência que a política brasileira vêm sofrendo no campo dos nossos representantes políticos, salvo raras exceções. E esse erro, que é nosso, se dá em decorrência do despreparo político da maioria dos cidadãos brasileiros e tem afetado diretamente a nossa democracia representativa, que  no meu entender está seriamente ameaçada.

Eu, há anos, tenho alertado, através de meus artigos e palestras, sobre os riscos para a nossa jovem democracia que esse desinteresse pela política, que leva ao nosso despreparo, tem alimentado a permanência desse sistema político elitista, excludente, fisiológico, assistencialista e, sobretudo, patrimonialista, herança da nossa cultura política.

É emergencial a mudança desse quadro, e ele só virá com nossa efetiva consciência de que somos os vetores dessa necessária mudança, e para exercê-la precisamos estar preparados. Reflita sobre isso!


Te convido a assistir um pequeno trecho de uma live que participei, onde abordo um pouco o assunto.


Um abraço!

Amaury Cardoso 

www.amaurycardoso.blogspot.com.br

MEU PONTO DE VISTA - ABRIL/ 2021


O STF INSISTE NAS SUAS CONTROVÉRSIAS E INCOERÊNCIAS JURÍDICA, AO DECIDIR EM SINTONIA COM SUAS CONVENIÊNCIAS!



O que a Suprema Corte está fazendo é NATURALIZAR OS ILÍCITOS se escondendo em argumentos frágeis, sustentadas por firulas processuais e teses estapafúrdias!

O STF envergonha a imagem do Brasil ao NEGAR A CORRUPÇÃO JÁ CONFESSADA E PROVADA.



Afinal, para a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal não importou os seis anos de investigação, elaboração de provas que confirmaram o monstruoso sistema de corrupção sistêmica e institucionalizada que provou através de investigação, denúncias e confissões, a ligação de empresas a políticos, partidos políticos e aos governos.

Venceu o velho sistema dominante, alimentado pela velha política, e perdeu o sentimento de decência e indignação da grande maioria da população brasileira que se viu humilhada e vilipendiada na sua esperança a duras penas renovada!



A frase do ministro Luís Roberto Barroso foi cirúrgica: A velha política agora quer vingança. Quer colocar na cadeia o ex-juiz Moro e o procurador Deltan Dellagnol.

O STF tem estabelecido uma insegurança jurídica em nosso país e com a decisão de anular a condenação de Lula, e, por consequência, dos demais 174 condenados nas ações penais deflagradas pela operação Lava-Jato acaba com a tentativa de combater a corrupção praticada, a longo tempo, por pessoas que entendem pertencerem a casta dos intocáveis, e assim agindo reafirma que o Brasil volta a ser à terra fértil da corrupção.



Não tenho conhecimento jurídico para discordar se existe motivos jurídicos que justifique a decisão tomada pela maioria dos ministros do STF, mas posso afirmar que é inegável que o efeito foi nefasto para a sociedade brasileira, pois sacramenta o fim da maior operação de corrupção já vista no mundo. Uma operação que levou o Brasil a ser admirado a nível internacional por ter levado a prisão altos empresários e grandes políticos acostumados a prática de atos ilícitos.


AFIRMO SER UM GRAVE ERRO, DE REPERCUSSÃO IMPREVISÍVEIS, SEGUIRMOS NATURALIZANDO OS ATOS ILÍCITOS!!!



Amaury Cardoso 

www.amaurycardoso.blogspot.com.br

Artigo: Abril / 2021



O processo civilizatório é marcado por importantes transformações resultado de novas descobertas influenciadas, principalmente a partir dos séculos XIX, XX e XXI, pelo avassalador avanço do desenvolvimento tecnológico.


Destaco um trecho da minha participação na live “SOCIEDADE EM DEBATE”, onde abordei as transformações ocorridas nos séculos XIX, XX e início do século XXI que influenciaram nas profundas mudanças sociais e econômicos que resultaram no aumento das desigualdades em diversas nações que, por falta de investimento em educação, ciência & tecnologia, não acompanharam o progresso científico e tecnológico tendo como consequência o subdesenvolvimento e marginalização da maioria da população.


Amaury Cardoso 

www.amaurycardoso.blogspot.com.br

Artigo: Abril / 2021



Carlos Sardenberg, em artigo, faz uma análise, ao meu ver, perfeita e irretocável sobre a decisão da maioria do colegiado do STF que ao votarem pela anulação das condenações de Lula abre a PORTEIRA DA IMPUNIDADE para os demais condenados com algum ponto de conexão com os casos de Lula de se sentirem no direito de reclamarem o mesmo “entendimento jurídico”, uma vez que houve a decisão de que a décima terceira vara federal de Curitiba é incompetente para julgar os atos ilícitos de corrupção de Lula, por que não seria para os demais membros da quadrilha denunciada pela Lava-Jato, mesmo tendo sido condenados em três instâncias.


Observa o fato do STJ ter, há anos, tido o entendimento de que a décima terceira Vara era competente para julgar os casos de Lula e argumenta que crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, do tamanho que foi evidenciado pela investigação da Lava-Jato, são praticados em diversos lugares ao mesmo tempo, pois o dinheiro foi roubado em contratos superfaturados com a Petrobras, cuja a sede fica no Rio de Janeiro.


Esse dinheiro circulou pelo sistema financeiro internacional e viajou pelo país inteiro, financiando desde triplex e sítio, que ficam em São Paulo, até campanhas eleitorais do PT em todos os estados, mas centralizadas em Brasília, o que propicia argumentos para sustentar a competência em muitos lugares.


Destaca que com isso se estabelece um ambiente propício para os advogados da turma da Lava-Jato avançarem no terreno que dominam: o das FORMALIDADES, dos DETALHES TÉCNICOS SECUNDÁRIOS, das FIRULAS PROCESSUAIS, e com isso evitam a discussão dos FATOS OBJETIVOS - SE HOUVE OU NÃO CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO.


O QUE FICA CLARO É A EVIDÊNCIA DE QUE TODA A INVESTIGAÇÃO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO PODE SER DESMONTADA NAS FIRULAS PROCESSUAIS, E SE NO JULGAMENTO SOBRE A SUSPEIÇÃO O STF DECIDIR PELA PARCIALIDADE DO EX-JUIZ SÉRGIO MORO, O FIM DA LAVA-JATO ESTARÁ DECRETADO!


DIANTE DESSES ARGUMENTOS CONCLUO QUE O BRASIL IRÁ SAIR ENVERGONHADO CASO ISSO OCORRA, E A GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO DESENCANTADA E INDIGNADA COM ESSE ABSURDO RETROCESSO!


Amaury Cardoso
www.amaurycardoso.blogspot.com.br

quarta-feira, 31 de março de 2021

A PANDEMIA EVIDENCIA AS DESIGUALDADES EXTREMAS NO BRASIL. - ARTIGO: ABRIL/2021

 



Neste artigo pretendo expor de forma geral, portanto sem me aprofundar para não ficar muito extenso, o meu ponto de vista referente a alguns aspectos econômicos e sociais que colocam o Brasil em situação desvantajosa perante a maioria dos países, em relação às grandes dificuldades e desafios que se apresentam e se apresentarão após pandemia.

Com o surgimento da pandemia em novembro de 2019, que teve origem na China, a sociedade começou a experimentar mudanças de hábitos que a levou a ter que se adaptarem as mudanças indesejadas diante do abalo sofrido na economia, que foi afetada com a perda de milhões de empregos, redução dos salários, queda na produção industrial, no comércio e nos serviços.

Alinho-me aqueles que acreditam que iremos passar pela maior crise na geração e manutenção de empregos com consequente elevação do trabalho informal, que em nosso país já é alto.

Em razão de ter se transformado no epicentro mundial da proliferação descontrolada da Covid-19, o Brasil deverá ser a economia mundial mais atingida pela pandemia. Esta afirmativa se justifica pelo fato do nosso país estar diante de um processo de estagnação sem perspectivas de, em curto prazo, superar a crise pós-pandemiaem face da perda de milhões de postos de trabalho e o consequente aumento do trabalho informal, portanto sem proteção social, o que exigirá do Estado à adoção de uma ampla política de proteção social e uma inovadora política pública de empreendedorismo social com forte apoio as micro e pequenas empresas, em especial.

O Brasil vai sair da pandemia com a urgente necessidade de promover sua reestruturação diante das enormes mazelas sociais, que já eram preocupantes, e que agora se agravaram, evidenciando nossos antigos e graves problemas estruturais, que terão, de uma vez por todas, que ser equacionados.

O momento que o país atravessa evidencia a emergencial necessidade de uma efetiva e profunda mudança estrutural da organização do Estado brasileiro, respeitando as cláusulas pétreas da nossa constituição. Afirmo isso em razão do fato do Brasil está diante de um grande desafio que é o de promover uma mudança de métodos de governança que possibilite alcançar a garantia de um Estado mais ágil e eficaz no trato das suas responsabilidades e decisões governamentais no campo social e econômico que visem à garantia do necessário e fundamental investimento em infraestrutura, destacando que a margem orçamentária para investimento em nosso país tem sido nos últimos anos muito pequena.

A pandemia tem evidenciado nossas fragilidades, em especial no tocante as desigualdades extremas que assolam o nosso país expostas, principalmente, no campo da saúde e educação que precisam ser tratadas com a máxima urgência a fim de evitar o alto e crescente risco de revolta social e desordem pública. O grande desafio pós-pandemia será o de promover o avanço de maiores investimentos na área social e inserir milhões de brasileiros que se encontram na marginalidade econômica e social, e que precisam de oportunidades para viver com dignidade e, para tal, irão precisar de trabalho e renda. Porém, para que isso ocorra será necessário investir em qualificação profissional voltada para a realidade do mercado de trabalho do século XXI, e a vocação empreendedora do brasileiro é uma opção como canal facilitador para a qualificação da categoria do microempreendedor individual (MEI), o que abriria inúmeras possibilidades de renda.


A pandemia ampliou o que já vinha ocorrendo de forma gradual no Brasil, a mudança do método convencional de trabalho, que persistirão se fazendo necessária a adoção de novas ferramentas no campo digital e a consequente capacitação dessa nova forma de trabalho. Com relação às empresas, estas terão que revisar seus procedimentos de trabalho e suas cadeias de produção e comercialização, com isso se adequando a nova forma de competição de mercado. Agindo dessa maneira se inserem no processo de novas oportunidades que se abrirão.

É fato que se torna imprescindível à realização de profundas reformas estruturais reconhecidas como necessárias, mas politicamente evitadas por razões diversas. A começar por uma adequação na reforma da previdência, urge a necessidade da realização das reformas política e eleitoral, que considero uma das mais importantes, administrativa, tributária e fiscal, que terão o efeito de renovar o sistema político e reduzir a desigualdade de renda, bem como melhor adequar o uso dos recursos públicos, respectivamente.

Mesmo diante do fato da desigualdade de renda ter diminuído nos últimos 20 anos, é preciso deixar claro que o Brasil continua a transferir mais riqueza para os ricos em detrimento dos mais pobres, o que configura que há um longo caminho a percorrer para que deixe de figurar como um dos países mais desiguais do mundo. Esse desiquilíbrio se mantém na razão dos pobres, na proporção de sua renda, arcarem com o pagamento de impostos quase na mesma proporção que os ricos.

O agravante é o fato dessa secular desigualdade de renda e de oportunidades existir mais dos nossos governantes em razão da nossa cultura política patrimonialista, corporativa, fisiológica e corrupta. Esse cenário tem sido responsável pela crescente fragilidade da democracia representativa, cuja chance de ser contida, no meu ponto de vista, se dará através de uma profunda reforma no sistema político com capacidade de provocar uma mudança na nossa arraigada e atrasada cultura política.

Estudos e ações já comprovam que um programa eficaz de combate e redução da desigualdade está alinhado ao aumento dos investimentos públicos em setores importantes no campo social: educação, saúde, infraestrutura, transportes segurança, saneamento e meio ambiente, e que quando os investimentos são realizados com eficiência e planejamento estratégico o retorno se reflete na melhoria da qualidade de vida da população, em razão da melhoria dos serviços públicos nestas áreas.

Acredito que os efeitos devastadores nos campos da saúde e economia devem provocar uma estagnação antes da recuperação o que se revela imprescindível que o governo não descuide da necessidade de manter o orçamento público equilibrado, pois um endividamento excessivo irá significar um sacrifício maior para as gerações futuras.

Os números apontam para o pior desastre da economia desde a grande depressão da década de 30 tendo em vista que o Brasil entrou numa recessão em 2020 sem ter se recuperado das perdas da recessão ocorrida nos anos 2014 a 2016, onde tudo leva na direção de que o Brasil pós-pandemia terá um processo de reabertura da economia lento e gradual e com muitas restrições indicando que a recuperação será lenta, com a possibilidade de somente em 2026 voltarmos ao crescimento econômico sustentável.


Diante da inabilidade do governo brasileiro de construir e coordenar uma estratégia nacional de combate à disseminação do vírus, o país atravessa o ápice do contágio nesse primeiro semestre de 2021 e com grande risco de colapsar o sistema hospitalar. A crise sanitária provocada pelo coronavírus escancarou a vulnerabilidade social em nosso país, a elevada desigualdade e a extrema pobreza que irá aumentar significativamente o que irá exigir uma maior demanda dos serviços socioassistenciais.

O trágico momento que o Brasil atravessa diante dos efeitos da pandemia, exige do Executivo Federal e do Congresso Nacional a adoção urgente de medidas efetivas no que tange a aprovação de reformas macroeconômicas que venha a desobstruir gargalos que dificultam, quando não impedem, o nosso desenvolvimento econômico.

Por fim, o que parece é que as consequências econômicas e sociais trazidas pela pandemia irão permanecer por um bom tempo entre nós, pois face o endividamento do Estado brasileiro, seguido pelas suas unidades da federação e municípios, fará com que ocorram dificuldades em financiar políticas públicas voltadas para a recuperação do trabalho e renda da população e o combate à extrema pobreza através de programas de transferência de renda mínima. O quadro geral é grave e de difícil previsão de até quando perdurará. A situação atual do Brasil indica que iremos vivenciar uma elevação nos níveis de pobreza. Entendo e torço que esta realidade que se desenha deva servir de alerta no sentido do nosso país preparar políticas públicas efetivas, e com alto grau de eficiência, em defesa da população.


Amaury Cardoso

sexta-feira, 19 de março de 2021

HÁ MUITO MAIS NO UNIVERSO DO QUE AQUILO JÁ SE DESCOBRIU E ENTENDEMOS. - ARTIGO: MARÇO/2021


Inicio este artigo com duas afirmações. Primeiro que o título desse artigo revela o obvio, segundo que não tenho a pretensão de convencer ninguém sobre o que acredito, pois sei que as pessoas precisam achar o seu entendimento no seu próprio tempo e espaço, mais simplesmente revelar o que acredito com relação ao sentido da vida de acordo com minhas experiências, crença e valores. Sinta-se a vontade para tirar suas próprias conclusões.

Há muito me pergunto: Qual é a natureza da consciência humana? Será que ela existe fora do corpo?

Uma pessoa vive respirando em um momento e de repente, um minuto depois, não é mais nada. Esse processo me deixa curioso, intrigado e ansioso para entender como é que isso acontece. Deixamos nossos corpos e o que acontece depois?


 Acho que não existe ninguém que não se pergunte: A vida continua após a morte?

Por ser espírita acredito que a consciência sobrevive à morte, e que continuamos vivendo após a nossa morte física. Acredito que fazemos parte de algo contínuo, portanto o nosso espírito continua a sua jornada.

A ciência se coloca diretamente em conflito não só com a religião, que é muito poderosa, mas com as ideias das pessoas sobre quem são no mundo. Alguns cientistas se questionam sobre o fato da mediunidade poder fazer uma ponte entre o mundo mecânico, o mundo físico e o mundo espiritual.


O médium é um instrumento para se conectar com o mundo espiritual. Há um momento em nossas vidas em que precisamos de algo, e é ai que o mundo espiritual entra em cena e nos ajuda a entender o que está acontecendo e o porquê neste momento, da nossa vida, ao nosso redor.
Somos questionadores, e é bom que sejamos. Mas, também devemos ser abertos à possibilidade do que pode acontecer. Tenho o entendimento de que a mediunidade se trata de amor e de cura. Ela é um instrumento para ajudar as pessoas a criar uma relação com seus próprios espíritos, com a alma, para começarem a viver sua verdadeira expressão nessa vida.


A mediunidade traz esperança para as pessoas, permite a sensação de que há algo mais do que a matéria física e que faz parte de quem somos. Isso abre a porta para realidades que são inexplicáveis, e também aponta para algo maior sobre quem somos e o que acontece com a gente quando morremos. Quando essa porta se abre, podemos encontrar essa conexão!

Existem coisas que a ciência não consegue atestar. Mas isso não quer dizer que elas não aconteçam!

Eu acredito que existe mais na existência humana do que a realidade física. Sinto que fazemos parte de uma existência muito mais ampla, razão pela qual precisamos saber viver cada ciclo de nossas vidas, pois esses ciclos são parte, complemento, da nossa eternidade, razão que me leva a acreditar que nossos ciclos de vida são oportunidades para evolução/aperfeiçoamento espiritual. Nossa energia não pode ser destruída, ela vive em algum lugar!


 Por fim, entendo que a vida não é um simples acaso, ou seja, não nascemos por um acaso! A vida é uma oportunidade que nos é concedida no sentido de buscarmos o nosso destino: o aprimoramento de nosso caráter, a superação de nossos conflitos, a busca e construção da nossa harmonia íntima, em suma, a conquista de níveis mais elevados de evolução voltados para a perfeição e consequente leveza espiritual.

Desejo a todos vida longa, luz, paz e prosperidade!


Amaury Cardoso









domingo, 7 de março de 2021

O IMPACTO DO PROFUNDO DESENCANTO DOS JOVENS. - ARTIGO: MARÇO/2021.




A desilusão dos jovens em virtude de suas incertezas de futuro é um fato já comprovado. O mais grave é a consequência dessa desilusão para o futuro de qualquer país. O relatório que aponta riscos globais elaborados pelo Fórum Econômico Mundial de 2021 evidencia como principal ameaça global a desesperança e desilusão dos jovens do século XXI.

Estamos diante de uma geração assustada com o crescente desemprego e o agravamento do seu despreparo diante das profundas transformações do mercado de trabalho face ao brutal avanço tecnológico, que tem provocado um profundo desencanto em virtude da enorme dificuldade que o jovem vem encontrando de ocupar um emprego convencional de carteira assinada.

Os jovens nascidos no século XXI vivenciam uma revolução muito mais rápida que as anteriores. A atual e futuras gerações precisam urgentemente entender essa forte revolução que os atinge, pois ela tem transformado sistemas econômicos, políticos, sociais e ambientais, exigindo que as pessoas se preparem constantemente para enfrentar e saber conviver com os impactos da “Quarta Revolução Industrial” em curso, que tem provocado uma nova ondade mudanças radicais na produção industrial, resultado da convergência da robótica, da nanotecnologia, da biotecnologia, das tecnologias de informação e da inteligência artificial.

Diante deste fato, temos o agravante do impacto da desigualdade de oportunidades, que se evidencia com a COVID-19, que tem sido enorme para os jovens, e a crescente taxa de desemprego na faixa etária de 15 a 29 anos tem sido uma grande ameaça social. Os jovens deste século enfrentam os efeitos da segunda grande crise global em pouco mais de uma década, caracterizado pelo agravamento das condições sociais, em especial no campo da educação, que contribui fortemente para o aumento da desigualdade de oportunidades.

Com a pandemia do coronavírus descoberta em novembro de 2019 na China e sua disseminação pelo mundo no início de 2020, vários países atravessaram o ano com enormes perdas no campo econômico e social com o agravante do fato de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo terem vindo a óbito em razão da gravíssima crise sanitária provocada pelo COVID-19. Iniciamos o ano de 2021, após completar um ano de restrições e isolamento, sentindo os efeitos dessa grande crise global e seu preocupante agravamento através de suas variantes e, em decorrência, todas as incertezas que estão por vir.

Sem boas perspectivas para a volta a normalidade, cujas consequências tendem a se agravar em todas as áreas o sentimento que temos é assustador. Mas, na área da educação em especial por ser de grande relevância para os jovensà volta ao ensino presencial, principalmente nas escolas públicas que possui milhões de jovens sem acesso à internet para seguir seus estudos através do aprendizado virtual, é primordial. Contudo, diante o agravamento da contaminação, tudo indica será mais um ano perdido o que é extremamente prejudicial aos jovens das classes sociais mais baixas.

Estou certo que os desdobramentos dessa interrupção veremos nos próximos anos, com o aprofundamento das desigualdades e da ameaçadora lacuna tecnológica deixando para trás quem não receber a atenção necessária agora. Diante dessa possibilidade, como engajar o jovem na construção do seu futuro? Como lidar com seus sentimentos de raiva, frustração, medo e apatia que alimentam suas inquietações?

Os jovens chegam ao mercado de trabalho em um momento de obsolescência, agravada pela pandemia, e torna-se imprescindível direcionar seu treinamento e crescimento profissional dentro da nossa realidade, uma vez que tecnologia significa empregabilidade, e a oferta de cursos de qualificação é fundamental, aliada a ampliação de educação profissionalizante, que objetive a formação de mão de obra necessária, capaz de criar novos mercados para os jovens.

Nesse cenário tão controverso, ao governo cabe aumentar seus investimentos em educação, fortalecendo o ensino como um todo e, em especial, de ciências e matemática com base em novos valores, e com isso estará ajudando na mudança de concepção do jovem do mundo contemporâneo.



Amaury Cardoso

Blog de artigos: www.amaurycardoso.blogspot.com.br

É só para você ter uma ideia - Ep. 24 - Amaury Cardoso

Essa entrevista concedida a minha amiga Teresa Couri - professora, psicanalista, terapeuta ocupacional- foi para mim muito especial. Por nos...