Neste blog, tenho como objetivo expor meu ponto de vista sobre variados temas. Nunca aceitei o silêncio covarde ou de conveniência. Quando na política os sentimentos com a causa social, justiça, igualdade de direitos e oportunidades acabam e se ignora a marginalização social, além da dor dos excluídos para dar lugar ao cinismo, estamos abrindo perigosamente as portas da indiferença que ligam a barbárie. Só através do conhecimento e da educação é possível alcançar poder de análise crítica.
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
É IMPERIOSA A REVISÃO DAS RELAÇÕES ENTRE ONGs E O PODER PÚBLICO. - ARTIGO: OUTUBRO/2020
sábado, 10 de outubro de 2020
O QUE NOS RESERVA O SÉCULO XXI? - ARTIGO: SETEMBRO/2020.
Ciência, Estado e Iniciativa Privada formam o triângulo que move as transformações que definem as mudanças na sociedade, e a cada avançar do tempo à humanidade aumenta a sua dependência as tecnologias resultantes da aplicação da pesquisa em ciência básica. Desde os primórdios da civilização se estabeleceu a aliança entre Estado e a Ciência em busca de um interesse comum, o progresso através de novas descobertas.
A partir do século XVII, com o surgimento da chamada Ciência Moderna, se torna mais evidente a intensidade dessa aliança onde o fomento, seja através do Estado os da Iniciativa Privada, passa a ser cada vez mais fundamental solidificando essa parceria, onde cada lado defende seus interesses estratégicos.
A ciência sempre foi essencial na disputa pelo poder e nos conflitos entre nações os resultados são devastadores, independente de quem saia vencedora, sendo certo que será o que têm as tecnologias mais avançadas. “Se a primeira guerra mundial foi a guerra dos químicos, a segunda foi a dos físicos”, destaca Marcelo Keiser. Essa constatação fez despertar uma maior conscientização do poder da ciência no processo histórico da humanidade.
Foi a partir do Pós-Guerra que ocorreu um substancial aumento no fomento a pesquisa científica, em razão ao estabelecimento da guerra fria que motivou a corrida armamentista. É fato que o progresso científico sempre foi a chave essencial para a segurança de uma nação, para a saúde da população, para a geração de mais empregos e para a melhoria da qualidade de vida em sociedade.
Discute-se, principalmente no meio acadêmico cientifico, os motivos dessa parceria entre Ciência/Estado/Iniciativa Privada, e a moralidade das escolhas dos cientistas que desenvolvem suas experiências e pesquisas as colocando a serviço de interesses dos seus patronos, Estado e Empresas, sem se importar se a utilização do resultado da descoberta científica será de caráter moral ou imoral. Contudo, há os que entendem e defendem que a ciência em si é imoral, o que demostra que a discussão sobre os resultados provenientes dessa parceria, no tocante a ser moral ou imoral, não terá uma resposta simples. Mas, concordo com os que entendem ser indiscutível o fato dos cientistas terem como princípio ético a clareza quanto à necessidade de refletir, criticamente, sobre a natureza e o uso do resultado da sua descoberta científica.
A moralidade e a ética não podem ser negociadas, sendo, o risco é imprevisível. A humanidade precisa de esperança! Diante dessa afirmativa, o que nos reserva o século XXI?
Segundo estudos de vários cientistas estima-se que a capacidade de saturação populacional em nosso planeta seja de 10 bilhões de pessoas e que este número será alcançado por volta do ano 2083. Estudiosos afirmam que estamos marchando em direção a um ponto de saturação que irão exaurir os recursos planetários. Diante disso, se torna imprescindível à necessidade de estarmos seguros da plena consciência das escolhas que iremos tomar. Ao fazê-las, é importante termos a consciência de que ela irá influenciar diretamente em nossas vidas presente e futura.
Concordo com a posição de parcela de cientistas que entendem que a fé cega na ciência e na criação de soluções tecnológicas é uma posição perigosa, dado que é impossível basear o sucesso futuro no sucesso passado. Tal posição deve-se ao fato do entendimento de que a ciência e suas aplicações práticas não avançam linearmente ou de forma previsível, mesmo supondo que o fomento à pesquisa continuará inalterado tanto em nível governamental quanto privado.
Por fim, não acredito que a ciência venha a nos dar todas as respostas que queremos, pois sempre que ela avançar mais indagações surgirá, e isso é o que tem acontecido durante o processo civilizatório. Não somos capazes de prever com exatidão o futuro, porém é certo que os computadores terão cada vez mais importância no processo do avanço científico, em especial no campo do avanço genético e da bioengenharia, bem como o terá na vida das pessoas.
Que Deus guie os passos da humanidade e que em nossas escolhas a razão seja um ponto a ser considerado!
Amaury Cardoso
Blog de artigos: www.amaurycardoso.blogspot.com.br
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
O QUE ACREDITAMOS, DETERMINA O QUE FAREMOS. - Artigo: Agosto/2020
Acredito que Deus não é um ser separado de nós. Deus é algo tão amplo! Que tipo de Deus formamos em nossa mente e acreditamos?
A religião tem por milênios moldado a nossa crença em Deus. Tem dificultado a nossa evolução espiritual em virtude de seus moldes, que tem nos subjugados enormemente. Contudo, não devemos culpar a religião e sim nossas próprias inseguranças que permitiram nos deixar dependentes totalmente da religião, a aceitando como fuga para não assumirmos nossas responsabilidades. Precisamos realizar a nossa conexão com Deus sem estarmos prisioneiros a dogmas.
Tudo que é vivo é um exemplo da elegante expressão da natureza. Essa inteligência age através de sete leis espirituais. Uma delas é a “Lei do Potencial Puro”, onde afirma que o desconhecido é a sua própria consciência, sendo ela o campo de todas as possibilidades. Se dermos uma chance aos nossos instintos mais profundos as mudanças que almejamos são possíveis.
É fato que muito frequentemente o resultado provocado pela nossa dor se transforma em um grande ensinamento.
Quando tive os meus primeiros contatos com a física, e passei a entender que ela tem a missão de explicar o mundo natural, encontro ao que até o momento se acreditava ser o correto, entendi a sua importância para mim.
O tempo tem comprovado que não há limites para a existência humana. Diante de um futuro incerto, me pergunto: Será que devemos acreditar que alguma coisa no futuro está definida? A única certeza que temos é que definido está o que ficou no passado!
A humanidade é marcada pela complexa relação entre ciência e religião, e essa polarização tem revelado que uma depende da outra e se completam apesar da longa e tortuosa história do debate entre a ciência e a igreja.
O físico Marcelo Gleiser, em um de seus livros afirma que tudo é mutável, inclusive nossas convicções e também nossa relação com a fé. A vida e o tempo tem nos ensinado que a evolução é uma sequência de fatos repensados, onde a ciência só consegue negar a existência de algo, quebrando paradigmas e dogmas após observações absolutamente conclusivas e comprovadas, que com o passar do tempo podem ser derrubadas em virtude do conhecimento sobre algo ser um momento parcial da realidade.
Estudos científicos comprovam que diante da imensidão do universo, tudo tem alcance limitado. Esta é a razão da necessidade universal de explorar o novo em busca alucinante do conhecimento, e a ciência tem um papel preponderante ao ampliar nossa visão da realidade que nos cerca, mesmo diante do fato de percebermos apenas uma pequena parte da realidade em razão da nossa miopia, mudando nossa visão de mundo e também o fará no futuro, em busca de uma maior compreensão e definição de nossa posição no Cosmo.
Paralelamente caminha a Fé, o alimento que nos faz acreditar no que não pode ser ou não foi ainda provado.
Em razão de o conhecimento ser algo inalcançável na sua plenitude, a humanidade terá que aprender a conviver com a presença do mistério, e também com a certeza de que haverá sempre algo novo a ser descoberto.
Tem uma frase de Gottfried Leibniz, que viveu no século XVII, que me intriga muito. “Por que existe algo em vez de nada?”. Com essa frase ele instala um difícil dilema para a ciência da cosmologia. Seremos capazes de decifrar como se deu a origem de tudo? Para esse enigma da ciência se tem a resposta de ser uma realização de “uma intervenção divina”.
Durante a evolução da humanidade, nossos antepassados conviveram com questões cujas respostas foram complexas para a época e outras sequer tiveram respostas. Essa realidade acompanha o avanço do tempo. Todo conhecimento adquirido durante a existência da raça humana, veio através de muita perseverança intelectual e experimentação. Contudo, podemos ter o entendimento de que a ciência nunca irá chegar a um estado final de conhecimento que se possa afirmar ser definitivo diante de um universo em constante transformação, onde tudo muda sempre, uma vez que nada permanece exatamente igual.
Nossa galáxia é uma dentre centenas de bilhões de outras espalhadas pela vastidão do espaço, portanto, a probabilidade de que inteligências extraterrestres existam é razoável de acreditar. “Mesmo que existam outros seres inteligentes na nossa galáxia, a verdade é que estamos tão longe deles que, na prática, devemos nos considerar sós”. Num futuro próximo, não é improvável que ainda no século XXI, alguma evidência sobre haver vida em outro mundo deverá ser obtida. Contudo, o que aponta a ciência contemporânea é que a possibilidade de que existam outras inteligências na nossa galáxia é remota.
O que a ciência nos revelou é que existem trilhões de mundos na nossa galáxia e outros bilhões de galáxias espalhadas pela vastidão do espaço, que alguns desses mundos possuem propriedades semelhantes às da terra e que somos únicos no cosmo, produto de quatro bilhões de anos de evolução, onde o ser humano surgiu a cerca de 200 mil anos. “Nossa inteligência não é parte de um grande plano, mas sim, resultado de bilhões de anos de evolução num ambiente complexo e sempre em transformação”.
Todo esse processo de evolução e transformação nos conferiu, aos homo sapiens, ser uma espécie capaz de produzir conhecimento e, portanto precisamos entender nossa responsabilidade de sermos os guardiões da vida em nosso planeta e não seus destruidores insanos e gananciosos.
Por fim, concordando com a opinião de vários cientistas, reafirmo que não acredito que a ciência venha a nos dar todas as respostas que queremos, pois sempre que ela avançar mais indagações surgirá. Não somos capazes de prever o futuro, porém é certo que os computadores terão cada vez mais importância na vida das pessoas. Podemos afirmar, também, que o avanço genético e a bioengenharia continuarão a ter grandes avanços.

Amaury Cardoso
Blog de artigos: www.amaurycardoso.blogspot.com.br
domingo, 12 de julho de 2020
O COMBATE A PATOLOGIA DO FAKE NEWS PRECISA SER RIGOROSO!!! - Artigo: Julho/2020
domingo, 21 de junho de 2020
O CENÁRIO PÓS-PANDEMIA E AS MUDANÇAS DE PARADIGMAS DA SOCIEDADE. - ARTIGO: JUNHO/2020
Arriscar um cenário pós pandemia é especular em cima de previsões de possíveis mudanças que ocorrerão na sociedade. Embora não se possa medir a intensidade dessas mudanças, ela irá ocorrer e deixará como herança uma transformação intensa na geopolítica mundial e, além de mudanças de comportamento e convivência, uma nova ordem nas relações internacionais com foco na economia de mercado é algo que já se pode afirmar.

terça-feira, 2 de junho de 2020
OS RISCOS DE UMA CRISE INSTITUCIONAL PROFUNDA. - ARTIGO: JUNHO/2020
domingo, 24 de maio de 2020
COMO SERÁ O MUNDO PÓS-CRISE? - Artigo: Maio/2020
sexta-feira, 24 de abril de 2020
O PREÇO DE UMA INSENSATEZ! - ARTIGO: ABRIL/2020
Atos de insensatez devem ser evitados ao máximo, pois seu desdobramento e grau de consequências são imprevisíveis, porém terríveis. A saída do ministro Sergio Moro, em razão do conteúdo de suas justificativas feito em pronunciamento em sua coletiva de imprensa, coloca o governo do presidente Bolsonaro em situação política extremamente delicada, pelo fato de Sergio Moro ter deixado claro sua insatisfação com a forma do presidente tratar da demissão do diretor geral da polícia federal, delegado Maurício Valeixo.
Importante destacar a sua indagação sobre o porquê da saída do Delegado Valeixo, uma vez que o mesmo estava cumprindo com o devido rigor e competência técnica as suas funções afrente da instituição. Portanto, no seu entender, não ficou devidamente esclarecido o real motivo da demissão do diretor geral da Polícia Federal. Sergio Moro afirmou não ser admissível retroagir no combate a corrupção, e que a interferência política na Polícia Federal, comprometendo sua necessária autonomia, não seria por ele, na função de ministro, admitida. É fato que o ministro Sergio Moro vinha tendo uma conduta transparente e extremamente responsável na condução de suas funções no ministério que comandava, e que a sua decisão de sair do governo o deixa mais forte politicamente perante a opinião pública.
Entendo que essa decisão do presidente Bolsonaro precisa ser entendida pela sociedade. Afinal, porque o presidente da república vinha insistindo em interferir na Polícia Federal? Qual a real intensão de quebrar a autonomia da instituição da Polícia Federal através de interferência política? Por ser a polícia federal uma instituição do Estado e não do governo, a mesma não deve ter a sua autonomia de trabalho garantida?
O presidente em campanha para sua eleição assumiu a bandeira do combate intransigente “doa a quem doer” a corrupção, e recebeu em razão disso um grande apoio da sociedade que, indignada, não aceitava a continuidade de um grupo político que havia institucionalizado a corrupção sistêmica na maquina pública e se locupletado com os altos esquemas dessa corrupção. Ao se eleger convidou o então juiz Sergio Moro, principal símbolo do combate à corrupção em nosso país, para compor o seu governo a frente de um “superministério” que reuniu a pasta da justiça e da segurança pública, e dando a ele “carta Branca” para aplicar as políticas publicas que entendesse necessárias. Isso não aconteceu e tem que ficar claro o por que!
Em meio a uma crise de pandemia de coronavírus que o país atravessa cujo estrago a economia ainda é imprevisível, mas que a recessão é um fato, o presidente tem tomado atitudes que tem gerado crises política desnecessária agravada internamente pelo fato dele enfrentar dois superministros de uma só vez, Sergio Moro, que pediu demissão, e Paulo Guedes, que se encontra desconfortável.
Percebo que a saída do ministro Sergio Moro, embora ele não tenha deixado claro em seu pronunciamento, tenha, também, a ver com o fato do presidente Bolsonaro estar se aproximando de figuras políticas, no mínimo polemicas, líderes do “Centrão” em especial os ex-deputados Roberto Jeferson, Valdemar da Costa Neto e Ciro Nogueira, todos envolvidos em esquemas de corrupção.
O presidente deveria deixar de perder tempo com crises políticas que deveriam ser evitadas, e passar a tratar de questões sérias e prementes que estão no campo da prioridade que é o de atenuar os impactos econômicos da pandemia e, principalmente, adotar medidas para conter a disseminação do coronavírus, que no momento é a ameaça real.
Importante também destacar que o presidente se encontra diante de um cerco que se construiu em torno dele, que, em grande parte, ele poderia ter evitado e não o fez, razão pela qual passa a ter uma parcela de culpa de se encontrar em situação de isolamento diante dos demais poderes da república.
O presidente tem errado muito ao deixar de fazer política e ter apostado no confronto direto e demasiado, e pior, em várias frentes, sem ter tido o cuidado de se resguardar, construindo um razoável lastro político. Faltaram estratégia e sabedoria política, pois não dá para brigar com todos ao mesmo tempo.
A história política brasileira está repleta de exemplos do fracasso de quem jogou esse jogo errado no campo político, nessas condições, e perdeu. Acredito que a luta para tentar mudar as regras do atual sistema político do “toma lá da cá”, só tem chances de sucesso se estiver alicerçada em uma boa estratégia e for adotada em doses homeopáticas de combate e, principalmente, em sintonia com o anseio de grande parcela da sociedade, a fim de obter o seu importante apoio. De outra forma fica difícil vencer o “Mecanismo” que existe há tempos. Provocar a saída do ministro símbolo desse combate foi um erro político gravíssimo.
Diante da saída do ex-juiz Sergio Moro, fica imprevisível medir as consequências que advirão. Preocupa-me, também, a proporção das sequelas no campo político e econômico que ficará para o presidente Bolsonaro administrar agora e, em especial, após o fim da pandemia do coronavírus. Fica a pergunta: Será ele capaz de manter e avançar com a necessária governabilidade para terminar, com relativo êxito, o seu governo?
É só para você ter uma ideia - Ep. 24 - Amaury Cardoso
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