Neste blog, tenho como objetivo expor meu ponto de vista sobre variados temas. Nunca aceitei o silêncio covarde ou de conveniência. Quando na política os sentimentos com a causa social, justiça, igualdade de direitos e oportunidades acabam e se ignora a marginalização social, além da dor dos excluídos para dar lugar ao cinismo, estamos abrindo perigosamente as portas da indiferença que ligam a barbárie. Só através do conhecimento e da educação é possível alcançar poder de análise crítica.
domingo, 4 de janeiro de 2015
REDES SOCIAIS, E SUA INFLUÊNCIA NA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO - ARTIGO: JANEIRO/2015
Uma das principais mudanças no comportamento das pessoas, em particular crianças e jovens da primeira geração do século XXI, são as novas ferramentas digitais. Uma das principais preocupações da sociedade contemporânea, em particular os pais e avós, é com relação ao uso que a nova geração esta fazendo dessas novas tecnologias, que passam a maior parte do tempo conectados, fascinados, hipnotizados, anestesiados, distantes do mundo real.
A visão que tenho é que para a atual e futuras gerações, não existe o mundo aqui fora, em razão de toda atenção se concentrar no visor das variadas modalidades de comunicação virtual. Essa conexão as máquinas e menos as pessoas, tem sido o principal foco, e exagerado efeito exercido pela "modernidade tecnológica", sofrido por essa geração que se relaciona com inúmeras pessoas, recebendo e enviando uma enorme quantidade de mensagens de texto por dia, em detrimento da indispensável interação social, principalmente no seio familiar.
Sobre esse tema, li um artigo recente do acadêmico Zuenir Ventura onde ele destaca que pesquisas revelam que o circuito social e emocional do cérebro de uma criança aprende através do contato e das conversas com os que encontra durante o dia, ou seja, horas passadas com gente são mais úteis do que diante de uma tela digitalizada. Contudo, é impressionante o fato dos adolescentes de hoje receberem diversos estímulos e processá-los simultaneamente. Mas, por outro lado, é terrível o resultado desse vício digital, em virtude do fato de levar a dispersão e a preguiça mental, que retardam o raciocínio, privilegiando o reflexo ao invez da reflexão, onde a principal vítima é o hábito pela leitura. Hoje o livro é considerado maçante e talvez obsoleto, pela geração dos textos rápidos e abreviados, chegando em certos casos a serem incompreensíveis.
Nesses novos tempos somos forçados a velhas reflexões sobre convivência, chances de divulgação das culturas e maneiras de interação entre os diversos grupos sociais. Por um lado as crianças, os jovens e mesmo os adultos e idosos curtem jogos eletrônicos e redes sociais, por outro lado a família, cada vez mais sobrecarregada, oferece atividades sócio recreativas para os filhos: aulas de escolinha de futebol, teatro, música, dança, etc.
A pós modernidade tem seus prós e contras: Acesso as novas tecnologias, aplicativos, compras pela internet, comunicação instantânea com todas as partes do mundo, em contra partida dá um crescente culto ao individualismo, egoísmo exacerbado, massificação cultural, dominação midiática, política de resultados, e, inerente ao sistema, o predomínio do TER sobre o SER, aparência sobre a essência.
Longe de nós sugerir, ou sequer comentar, soluções miraculosas, milagrosas nesses tempos de consumismo e beligerância. Somos observadores da realidade, o diálogo da esquina, conversa na calçada ou na mesa de bar, são substituídas pelas salas de bate papo, a paquera do dia a dia pelos sites de relacionamentos, os salões de bilhar pela sinuca virtual, etc.
Diante dessas grandes e rápidas mudanças de comportamentos e convivência social, por serem inevitáveis em razão do choque tecnológico, creio que devemos adaptarmo-nos aos novos tempos, porém, sem perder de vista a imprescindível convivência pessoal, o velho papo furado, saudável e estimulante, porque não afirmar renovador.
Temos esperanças sobre a possibilidade dessa convivência harmoniosa, pois, afinal, somos brasileiros, e como dizia o saudoso antropólogo e intelectual professor Darcy Ribeiro, "o futuro é aqui".
Amaury Cardoso
Presidente Estadual da Fundação Ulysses Guimarães / RJ
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domingo, 14 de dezembro de 2014
ARTIGO: Dez/2014 - O HOMEM, SEU TEMPO E SUAS INQUIETAÇÕES.
Somos acometidos de muitas
perguntas sendo algumas tão intrigantes que chegam a nos inquietar: Quem somos?
Como é o mundo? Como são as coisas? Que lugar ocupamos no mundo? Para onde
vamos?
Essas indagações expressam nosso
desejo de descoberta, de conhecer cada vez mais sobre algo que seja do nosso
interesse e aguçam nossas reflexões, uma vez que observamos o mundo e os
acontecimentos que nos cercam a partir de perspectiva diferente.
Baseado no sentido de moral e
ética que nos remete a um conjunto de questões comportamentais ligados ao
dever, a como devemos agir em relação aos conceitos e valores pré-estabelecidos,
Platão e Aristóteles concordavam que a finalidade de todos os indivíduos é a
felicidade, contudo ela é vista por cada ser humano de forma diferenciada. Já o
filósofo Kant observava que o nosso comportamento deve servir de máxima universal, ou seja, deve servir de exemplo para todos os homens.
Há os que encontram a felicidade
no prazer das coisas mais simples, outros não concebem felicidade sem
liberdade, tem os que condicionam a felicidade a bens materiais. Enfim, os
elementos que levam a felicidade são dispares.
Dentro do plano das relações
humanas, somos seres profundamente sociais. Estudos confirmam que tanto a vida
familiar e conjugal, bem como o convívio com amigos e a relação com a
comunidade são fundamentais para a constituição de nossa identidade pessoal e
do sentido de nossas vidas. Esses ingredientes definem em grande medida a forma
com que nos posicionamos em relação ao mundo e nossas possibilidades de sermos
felizes. Uma coisa tenho certeza, a vida seria muito diferente se não houvesse
tanta necessidade de afirmação pessoal e competição.
Percebo que a busca desenfreada
de felicidade na sociedade contemporânea sinaliza no sentido de que grande
parte das pessoas tomou um rumo equivocado. A vida feliz é uma construção nossa
de cada dia, que sofre mudanças na medida da nossa compreensão de vida e
elevação interior (espiritual), que proporciona o nosso alto conhecimento.
Muitas vezes nos deparamos com
temas para os quais não encontramos respostas imediatas, e ficamos com dúvidas,
com uma necessidade inquietante de explicação racional para algo da existência
humana que nos parece incompreensível, ou cuja a compreensão existe mas não
satisfaz, tais como: Porque tanta maldade? O que é o ser humano?; e sentimos a
necessidade de construir uma explicação lógica, bem fundamentada, clara e
confiável, uma vez que investigar o mundo em que vivemos é uma experiência
básica e necessária para nossa adaptação à realidade, à vida, à existência, o
que é esse mundo que nos envolve e nos absorve.
Partindo do conceito elaborado
pelo filósofo Aristóteles, “Não acreditamos conhecer nada antes de ter apreendido
cada vez o seu porque”, devemos entender que esse algo mais é o efeito,
justamente aquilo que queremos compreender, o que nos remete a uma causa, pois
concordamos que para tudo que nos acontece existe um porque, uma razão, que nos
faça entender os acontecimentos, como as coisas são de verdade, livres das
aparências, ou seja na essência.
As diversas religiões existentes
apresentam explicações para o mundo, sobre como são as coisas. No entanto, as
explicações religiosas são conflitantes e insuficientes, não estão fundadas em
conhecimentos científicos obtidos por meio da razão, e sim se baseiam nas
chamadas verdades reveladas, ou seja, em concepções consideradas verdadeiras
pelo fato de constarem dos textos sagrados de cada religião, já que estes seriam
a transcrição de revelações trazidas pela divindade, como no caso do
Cristianismo, para ficar só neste exemplo, cuja a crença predominante no mundo
ocidental baseia-se nos relatos bíblicos do novo e velho testamento,
especialmente aquele contido no livro do Gênesis: “Deus criou o universo e tudo o que nele existe a partir do nada”.
Com o passar dos séculos
ocorreram uma série de transformações nas sociedades, no campo político,
econômico e social, que foram responsáveis pela construção de novas maneiras de
entender as coisas. Filósofos, e cientistas no passar dos tempos construíram
novas teorias que não apenas modificaram sistemas antigos de explicação da natureza
e do real, como também destruíram um mundo, substituindo-o por outro, que
causaram uma reforma na estrutura do pensamento e a maneira de entender a
realidade, situação que provavelmente irá perdurar nos séculos futuros, o
descobrimento se redescobrindo numa verdadeira revolução espiritual vinculada,
em grande parte, à física e à astronomia, cujos os sucessivos êxitos em
explicar a realidade se apresentam e se transformam em função do tempo,
trazendo a evolução, em virtude da revolução do pensamento e novos
experimentos.
Sou um homem inquieto, que vive a
angústia da busca do conhecimento, que diante de uma gama profusamente variada
de concepções sobre a origem, estrutura e organização da realidade já
formuladas por profetas, sábios, filósofos e cientistas de todas as partes, que
construíram distintas visões de mundo, se depara em desesperadora conclusão de
que nesta curta existência, que sequer sei o meu tempo, não decifrarei as
minhas várias dúvidas sobre inúmeras respostas que se acumulam na minha mente.
Sobre as coisas da vida e do meu
mundo, parafraseando Sócrates, o pouco que sei me revelam que na verdade menos
ainda sei, diante da grandiosidade de incertezas sobre determinadas coisas.
Concluo agradecendo a essa
energia suprema que rege o imenso universo, que chamamos de Deus, pela
oportunidade de estar neste plano astral chamado por nós de planeta terra, em
busca do conhecimento, alimento da minha alma, tão fundamental a minha
evolução.
“Nada do que foi será de novo do
jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará. A vida tem milhões de
ondas como o mar, num indo e vindo do infinito”.
Amaury Cardoso
Site: www.fug-rj.org.br
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
A sedução do poder e os desvios dos valores morais. ARTIGO: NOVEMBRO/2014
Quando estamos diante de uma decisão que envolve um julgamento moral,
temos que nos orientar e basear em valores e códigos morais que devem pautar o
comportamento humano. Contudo, cada pessoa embora herda um conjunto
estabelecido de normas morais, chega um momento em nossas vidas em que podemos
refletir sobre elas, aceitá-las consciente e livremente ou rejeitá-las, uma vez
que o comportamento moral caracteriza-se essencialmente pela livre escolha do
indvíduo, baseado no fato da liberdade ser a base da conduta moral.
O filósofo grego Aristóteles bem define que a característica específica
do homem em comparação com outros animais é que somente ele tem o sentimento do
bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais. A política
era uma continuação da ética, só que aplicada a vida pública, as instituições públicas, a esfera de realização
do bem comum como um ideal a ser alcançado.
Fiz a introdução acima, pois irei abordar um tema que vem tendo muito
destaque nos últimos anos que são os casos de corrupção institucionalizada que
se instalou em nosso país, que vem causando um grande mal a sociedade e ao
avanço da democracia brasileira.
A corrupção em nosso país esta exposta como nunca antes em sua
história, com o escândalo do roubo de milhões dos cofres públicos realizados na
maior empresa pública brasileira, que a cada etapa da investigação da polícia
federal, com a operação Lava-Jato, o ministério público e a justiça federal,
com destaque a coordenação do juiz Sérgio Moro, se confirma a amplitude do
esquema criminoso montado pelo partido dos trabalhadores numa conspiração para
desviar dinheiro público envolvendo donos de grandes empresas e altos
executivos ligados a cabeças coroadas do comando político em nosso país, no
executivo e no legislativo federal, que corroem a democracia e os valores
republicanos, abalando com a estrutura da política brasileira, em razão do
processo destrutivo de financiamento político, montado pelo governo petista nos
moldes do Mensalão, para financiar a base do governo, sendo pouco provável não
haver o conhecimento de alguém do Palácio do Planalto, principalmente em razão
do fato do doleiro Alberto Yussef já ter declarado, em depoimento na delação
premiada, que tanto o ex-presidente Lula, como a presidente Dilma sabiam do
esquema que envolve a Petrobras, tornando, com o aprofundamento das
investigações, a situação de instabilidade política incontrolável, cujas as
incertezas dos seus efeitos negativos para o futuro do Brasil nos assustam.
As investigações em curso identificaram 15 grandes empresas
participantes do esquema, que juntas formaram um “ Clube” e fecharam contratos
com a Petrobras no valor de R$ 59 bilhões. Contudo, a formação desse cartel nos
permite suspeitar que seus tenebrosos negócios com o governo federal , tendo
seus lucros ampliados com obras superfaturadas, ocorram em outras áreas, sendo
o setor elétrico, através de contratos na construção de hidroelétricas, objeto
de novas investigações.
A prisão do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, indicado
pelo ex-ministro do governo Lula, o presidiário José Dirceu, é considerada
explosiva por sua proximidade e ligações com a cúpula do PT e do governo. Em
depoimento o ex-diretor de refino e abastecimento da Petrobras Paulo Roberto
Costa, afirmou: “Olha, em relação à diretoria de serviços, todos sabiam que 2%,
dos 3% cobrados de propina eram para atender ao PT. Outras diretorias, como gás
e energia, e exploração e produção, também eram do PT... O comentário é que
nesse caso, os 3% ficavam diretamente para o PT porque eram diretorias
indicadas PT com PT”.
Concluo destacando um trecho da coluna do jornalista e acadêmico Merval
Pereira, publicada no Globo de 16/11/14, onde diz: “O PT não inventou a
corrupção, mas inventou um método sistemico de corrupção que perpassa todo o
organismo governamental. Isso nunca ouve. Havia esquemas de corrupção localizados,
pessoas corruptas atuando, mas nunca houve um esquema desse porte organizado
pelo governo. A idéia de que é tudo igual ajuda a quem está envolvido com essas
denúncias. Não é todo mundo igual. Nunca houve um partido que tenha montado um
esquema dessa amplitude”.
No entanto, soa como o cúmulo do absurdo o fato da presidente Dilma em
seu primeiro pronunciamento após a prisão de mais um ex-diretor da Petrobras
nomeado no governo PT, juntamente com mais de duas dezenas de altos executivos
de grandes e importantes empresas brasileiras, afirmar querendo capitalizar
politicamente as ações da polícia federal na operação Lava-Jato, que é mérito
do seu governo estar investigando a corrupção, quando, a bem da verdade, a
investigação esta sendo desenvolvida pela polícia federal que é um Poder do
Estado, e não subordinada a vontade política de qualquer governante e, pior
ainda, querer culpar os governos passados pelo que esta acontecendo hoje na
Petrobras, o que é uma desfaçatez, uma vez que os ex- diretores da Petrobras
que estão presos e outros sendo investigados, foram nomeados pelo ex-presidente
Lula, seu padrinho político, e mantidos em seu governo.
O interessante é que o governo vem atuando para impedir a investigação
no congresso, rejeitando convocações de políticos do PT e aliados, inclusive o
importante depoimento do ex-diretor de serviços Renato Duque, com isso
estabelecendo um grande contraditório, ao afirmar que a investigação deve ser
rigorosa “doa a quem doer”, não ficando “pedra sobre pedra”. Convenhamos
presidente Dilma, até agora não temos motivos para acreditar na sua boa vontade
em esclarecer os “malfeitos” ocorridos nos governos do seu partido (PT).
Ao que nos parece, o governo do PT se transformou em um grande balcão
de negócios passando a querer controlar os outros dois poderes, onde os
estratégicos setores da administração pública federal foram tomados e
aparelhados pelo partido.
Diante do abalo que este escândalo da Petrobras trouxe a vida do país,
há uma enorme preocupação no governo com relação a revelação dos políticos que
serão atingidos, e esses com certeza estão em pânico. Depois dos
desdobramentos do julgamento do Mensalão do PT, que embora o fato dos
“companheiros” da direção do PT que foram presos estejam, um ano após,
cumprindo prisão domiciliar, é inegável que a investigação da Petrobras passa a
ser um marco histórico, um grande avanço no combate a corrupção, pois pela
primeira vez corruptores e corruptos, donos de grandes empresas, altos
executivos e líderes políticos são presos em nosso país.
Perde a democracia com o nível de criminalização da política.
Amaury Cardoso
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
“O MEDO VENCEU A MUDANÇA” ARTIGO: OUTUBRO/2014.
Diante do resultado apertado, que
confirmou estarem os brasileiros divididos, a presidente Dilma obteve a
concessão de 51,64% dos votos válidos para dirigir os rumos do país por mais
quatro anos. Este quadro traz a confirmação de que o país esta dividido. populacionalmente
e geograficamente, é demonstrada pelo fato do “vencedor” ter obtido uma vitória
apertada, conquistada no “Fio do bigode”, o que exigirá da presidente reeleita
muita humildade, sabedoria e capacidade de diálogo e articulação política,
diante de uma oposição que sai bastante fortalecida, e com credenciais para
exigir mudanças de rumo na condução do país e as necessárias reformas.
Dilma em seu próximo mandato irá
enfrentar tempos difíceis, causados pela insistência em continuar conduzindo a
economia através de projetos que se revelaram frágeis e falhos, que não deram
resultados, gestão ineficiente e a grave crise institucional que se desenha
devido ao aparelhamento partidário que permitiu um elevado número de
escândalos, sendo a corrupção na Petrobras, maior empresa brasileira, a ponta
de um iceberg que começa a revelar a participação de cabeças coroadas da
república do caixa 2.
Dilme venceu em 15 estados, na
grande maioria do norte e nordeste, e Aécio venceu em 12 estados, concentrados
no centro-oeste e sul, ficando a região sudeste do país dividida, com uma
razoável vantagem para Aécio face a surpreendente vitória que obteve no maior e
economicamente mais forte estado de São Paulo. Esse resultado estabeleceu uma
divisão clara entre norte e sul do nosso país.
Diante de um país dividido
eleitoralmente, do sentimento presente de mudança em razão de um quadro de baixo
crescimento, inflação em alta, infraestrutura desmantelada e investimento em
queda, o futuro governo precisará dar respostas urgentes.
Nesses 12 anos de governo do PT,
o Brasil em geral tem chegado atrasado e o nosso ritmo de crescimento é um dado
claro desse atraso, exemplo no fato do Brasil ter, neste período, crescido 4%
ao ano em média, contra 4,8% do crescimento mundial e 7,6% do crescimento dos
países emergentes. Estamos com a inflação em alta, enquanto o mundo com
inflação em baixa; nosso crescimento zero, enquanto os emergentes crescem na
média de 4,5% ; nossa taxa de juros na casa de 11% ao ano, bem acima do padrão
mundial e dos emergentes.
Com relação ao alardeado baixo
desemprego, em artigo recente o jornalista Carlos Alberto Sadenberg sustenta
que se deve as mudanças que foram se consolidando e não uma proeza do atual
governo, destacando: “Neste momento, o Brasil não gera empregos, a população
trabalhando é estável faz algum tempo, segundo dados do IBGE. E, se continuar
sem crescimento econômico, vai gerar desemprego”.
Nas eleições que ocorreram nos
últimos 12 anos, a candidatura Aécio Neves, que conseguiu aglutinar a grande
maioria dos segmentos políticos de oposição e a grande parcela da sociedade que
clama por mudança, foi a que conseguiu chegar mais próximo da vitória, e com
isso conseguindo rearticular a oposição, onde o fato de ter alcançado 51,5
milhões (48,5%) de eleitores o coloca no cenário político atual como o maior
líder da oposição no país. A declaração do senador Aécio, de que: “Saio dessa eleição mais vivo do que
nunca, mais sonhador do que nunca”, dá o tom de que irá liderar uma
oposição sem contemplação com a má gestão, ineficiência dos serviços públicos
e, principalmente, com os desvios de natureza moral (corrupção) e de natureza
administrativa (ineficiência), contudo, sem deixar de apontar os caminhos
olhando os interesses do futuro do país.
Fica claro que o desgaste do PT,
face a revelada rejeição nesta eleição, exigirá da presidente Dilma
amadurecimento, competência e capacidade de diálogo para enfrentar a grave
realidade de um país com estagnação econômica, inflação em alta e a corrupção
institucionalizada nesses 12 anos de governo petista, que foram, estrategicamente,
escondidos e negados sua existência, no jogo mentiroso de marketing eleitoral.
Com um congresso mais
fragmentado, onde o PT encolheu, e um PMDB em razão de mágoas dividido e a
oposição saindo desta eleição mais forte e com um certo grau de coesão, o
próximo governo Dilma precisará cicatrizar feridas profundas, resultado de uma
campanha agressiva, baseadas na desconstrução dos adversários através de
mentiras e calúnias, a presidente Dilma tem como principal desafio restaurar a
confiança do congresso, do setor produtivo e de parcela significativa dos
brasileiros. Convenhamos, não será fácil!
Fica a certeza: “O Brasil quer o melhor do governo e da
oposição”
Amaury Cardoso
Presidente Estadual da Fundação Ulysses Guimarães /RJ.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
O TEMPO PERDIDO NO AVANÇO POLÍTICO. ARTIGO: SETEMBRO/2014
Fazendo uma retrospectiva dos
momentos políticos vividos pela minha geração, tendo passado por longo tempo (
1964 à 1989) sem eleições gerais para presidente, período de cassações,
perseguições política e proibições de manifestações, vivi intensamente um
movimento de resistência ao regime militar, participei de campanhas
fundamentais para o restabelecimento do regime democrático de pleno direito.
Recordo-me da campanha pela
Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, que permitiu a volta dos exilados, a
campanha das Diretas Já e a campanha da Redemocratização, com a importante
eleição indireta de Tancredo Neves a presidente no colégio eleitoral, que pôs
fim ao ciclo de mais de 20 anos de governo militar, depois as passeatas pelo
impeachment de Collor e, logo após, o movimento pela estabilização da economia,
em meados dos anos 90, realizadas no governo FHC, e finalmente, assisti a
eleição de Lula e o avanço do processo social da década passada. As conquistas
foram lentas, mas alimentavam o sentimento de querer mais.
Com tristeza, percebo que essas
lutas políticas que alimentaram os meus sonhos de juventude de mudar o Brasil,
embora tenham provocado mudanças importantes, estão demorando a se
concretizarem. É angustiante você perceber que seus sonhos do passado, sonhos e
ideais políticos de 30 anos atrás, com o passar do tempo se tornam mais
distantes.
Os processos eleitorais dos últimos
anos, e o deste ano com mais evidência, tem revelado que o ciclo a que me
referi acima, iniciado com o golpe militar de 64, esta terminando. Os partidos
de hoje passam ao largo da maioria das pessoas, em especial para a juventude em
razão do esgotamento de suas propostas, confirmando um quadro institucional
partidário falido.
O que vivíamos a 30 anos atrás, a
mobilização das ruas levantando a bandeira das eleições diretas, hoje se
reflete numa descrença no processo político eleitoral, com a juventude
inclinada para o voto branco e nulo, e muitos não interessados em se inscrever
para votar, com o agravante do considerável número de abstenções.
Essa recusa é sintomática, que
atinge diretamente os políticos e a instância partidária. Essa mensagem precisa
ser entendida como advertência e alerta no sentido da necessidade da melhora da
qualidade política e aperfeiçoamento da democracia representativa.
A sociedade não aceita mais
“alianças” para sustentação da tal “governabilidade” em troca de espaços de poder,
que passa a ser sustentada por uma base fisiológica e corrupta, com forte
aparelhamento partidário, a exemplo do projeto de poder construído nestes 12
anos de governo do PT, responsável pelo aprofundamento da vergonhosa
degeneração de nossas práticas políticas.
Essa perda de confiança e
indignação com as práticas de governabilidade que se sustentam no
aprofundamento da sucessão de escândalos praticados no governo petista, gerou
uma crise institucional que atingiu frontalmente a necessária decência no trato
da coisa pública, que precisa ser contida.
Não podemos nos eximir da
responsabilidade de provocar a necessária mudança e, tão pouco podemos perder
tempo. O novo congresso, cuja a renovação poderá influenciar nesse sentido,
devido as evidências colhidas nesta eleição, onde a sociedade deixou claro não
aceitar mais o atual, viciado, excludente e elitizado jogo eleitoral, razão
pela qual a reforma política não tem como não entrar na pauta já em 2015. Esta
eleição é uma prova incontestável de que o atual sistema eleitoral esta falido.
Não há outro caminho para a
regeneração senão as urnas oficializando a mudança.
Amaury Cardoso
Presidente Estadual da Fundação Ulysses Guimarâes/RJ
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
O DESAFIO DO BRASIL É ENORME. ARTIGO: AGOSTO/2014.
Diante de uma economia global que passa por transformações profundas, o atual governo perde a oportunidade de adequar a produção brasileira e o desempenho do país aos novos tempos.
A história política e econômica do Brasil se formou através da existência de ciclos que se alteram nas fases de prosperidade e de atrasos. Dispensando a análise de ciclos anteriores, a partir de 2003 inicia-se no Brasil um ciclo marcado por quatro pontos principais: taxa de juros internacionais baixissíma; elevados preços das matérias primas (commodities); um alto contingente de desemprego; e apreciação cambial que possibilitou o país crescer, foram “anos dourados”, descontado o curto período da crise econômica de 2008.
Contudo, as circunstâncias econômicas favoráveis foram se modificando a partir de 2009: o preço das commodities perde força; os juros internacionais começa a se elevar; o desemprego começa a cair e a cotação do Real frente ao Dólar sofre mudança com a estagnação da queda do dólar.
Diante desse novo quadro o que fez o governo brasileiro, continuou cometendo equívocos na política econômica a ponto de causar enorme desgaste, cujo o aperto monetário tem se revelado insuficiente para inibir as expectativas pessimistas quanto a trajetória da inflação que começa a contaminar a confiança da sociedade, em especial a classe empresarial, face o governo Dilma não ter conseguido dar provas de que será capaz de colocar em ordem as finanças públicas.
O governo Dilma protagoniza um final de ciclo econômico mediocre em comparação aos países que compõem os BRICS, e, o que é pior, entre os países que formam a América Latina, pois esta amargando um pífio crescimento comparativo na faixa média de quatro anos, mal chegando a 2%.
No momento em que grande parcela dos países estão se preparando com afinco para um mundo de muita competitividade, o Brasil esta caminhando em direção contrária, deixando a desejar, sendo um dos mais urgentes problemas a escassa mão de obra qualificada, que se agrava em razão do nosso fraco nível educacional.
As medidas para contrapor esse quadro preocupante já foram por demais sinalizadas pelos especialistas econômicos, sendo as principais: Investimento através da melhoria da infraestrutura, na eficiência dos gastos públicos e no investimento na educação de qualidade tornando-a universal, mas que o governo Dilma reluta ou tem dificuldade em implantar.
Ao contrário, os investimentos estão se retraindo. O Banco Central já sinaliza que o país esta em leve recessão, e as didiculdades no setor elétrico contribuem para a retração dos investimentos em razão da ameaça da falta de energia ou do seu já inevitável encarecimento. “O governo do PT preferiu politizar o que deveria ser encarado de forma objetiva e técnica”.
A incompetência da gestão Dilma e o fato de não ter valorizado o planejamento com visão de longo tempo, esta causando um retrocesso econômico que começa a atingir os cidadãos naquilo que mais teme, a inflação crescente e o mal-estar provocado pelos péssimos serviços públicos, em especial nas grandes metrópolis.
Até quando permitiremos que a realidade social em nosso país e seus graves problemas continuem a serem banalizados?
Até quando conviveremos com o desconforto de sermos, pela avaliação da UNESCO, o 88º lugar em educação, segundo o PNUD, o 85º lugar no índice de desenvolvimento humano, na avaliação do Banco Mundial o 8º pior país em concentração de renda e o 54º país em competitividade no mercado mundial?
Não podemos nos conformar e nos acomodar com esse desastre em que nosso país se encontra. Parafrasendo Eduardo Campos: “NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL”.
Já não basta ter que aceitar que o ajuste de tudo que nos leva ao atraso econômico e social ficará para o próximo governo? E com qua garantia?
A conta desse descaso não pode chegar depois do fechamento das urnas, com a tentativa do atual governo de continuar a nos iludir. Até porque os argumentos são frageis e não mais convencem.
Amaury Cardoso Blog: www.amaurycardoso.blogspot.com
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domingo, 10 de agosto de 2014
O CORONELISMO POLÍTICO PRATICADO NOS CENTROS SOCIAIS. ARTIGO: JULHO/2014
O Rio de janeiro outrora cidade
maravilhosa, antiga capital da república, ambiente efervescente onde as
decisões políticas nacionais eram tomadas, berço cultural onde eventos
aconteciam diariamente, a arte em todos os níveis se desenvolviam, cidade mãe
da bossa nova, movimento que ganhou o mundo, e dezenas, centenas de atividades que
faziam do Rio de Janeiro atração e lugar desejado por todos.
Com a mudança da capital, em
1960, para Brasília, o Rio de Janeiro aos poucos foi perdendo a qualidade de
vida que faziam dele exemplos para o país. É relevante notar que políticos de
diferentes ideologias debatiam idéias fervorosamente, porém diferentemente de
hoje, eram de alto nível intelectual, defendendo suas idéias com argumentos
sólidos fundamentados em suas convicções. O que vemos hoje? Os serviços de
saúde precários incapazes de atender a demanda, o transporte ineficiente, com
engarrafamentos permanentes, a educação num nível extremamente baixo onde os
alunos sem condições, devido ao ambiente social desfavorável, assistem aulas
dadas por professores desmotivados com salários que mal dão para o seu
sustento.
A cidade inchada devido a
famigerada especulação imobiliária e ocupações irregulares agoniza. Por outro
lado os políticos locais que deveriam lutar para que esse caos minimizasse, de
forma acintosa procuram se beneficiar dessa insuficiência e ineficiência de
serviços, não se interessando em melhorar esse quadro, se utilizando, face
essas carências, do artifício do clientelismo e assistencialismo para “comprar”
votos, através do cúmulo da criação de “Centros Sociais” onde oferecem serviços
de baixa qualidade a população, quando deveriam cobrar do poder público o
cumprimento das atribuições que lhe são
exclusivas.
É vergonhoso, esses políticos
deveriam ser alvo de repúdio por parte da população e o Ministério Público
investigá-los levando-os de volta ao anonimato de onde nunca deveriam ter saído.
A ampliação da utilização de
“Centro Sociais” vinculados a atividade política, nos quais candidatos
demagogos oferecem serviços a eleitores em troca de votos, configura-se em
clientelismo descarado, explicitando em terras fluminenses o exercício da
política no mais atrasado dos sertões, retornando a época do coronelismo
político, ou seja, “compra” do eleitor através do fornecimento de serviços do
quais já tem direito.
Os “Centros Sociais” tem
dissiminado um clientelismo que distorce e desqualifica a representação
política, por se utilizar da troca de favores estabelecendo o vínculo de
gratidão do cidadão (eleitor) com aquele que o beneficia através dos serviços
que oferece, tais como: tratamento dentário, consulta médica, orientação e
apoio jurídico, cursinhos de baixa qualidade profissional e até mesmo “ajuda”
em dinheiro, que passa a ser retribuído pelo beneficiado por votos, fato que
tem sido recorrente nas regiões mais atrasadas e carentes, com deficiências na
prestação de serviços público.
A pratica da política
clientelista é um sintoma da degradação na forma de fazer política. A sensação
absurda que se tem é a de que os políticos que se beneficiam desses métodos não
se interessam pela mudança desse quadro, e não trabalharão para que serviços
essenciais a população, como saúde e educação, melhorem de qualidade.
O clientelismo praticado nesses
“Centros Sociais” é um eficaz instrumento de distorção da representatividade,
cuja a qualidade é essencial para o aprimoramento da democracia. A demagogia, o
clientelismo e o “toma lá dá cá” na prática política cresceu em alto grau,
fazendo vítima o sistema eleitoral e político, que pela distorção sofrida
amarga a indiferença de um eleitor indignado e incrédulo diante das
imoralidades que são praticadas por aqueles que deveriam honrar com seriedade,
correção e eficiência o mandato recebido.
É lamentável ter que admitir que
do ponto de vista da consciência de muitos se aceite o princípio do “rouba mais
faz”, “me ajuda com alguma vantagem que eu voto” e do “toma lá dá cá”, o que
vem a comprovar que a ética não é uma questão decisiva para eleger e ou deixar
de eleger em nosso país, e, infelizmente, exemplos são muitos.
Concluo com uma citação bem
apropriada ao tema do poetinha Vinícius de Morais, que a cada eleição se torna
mais atual: “POLÍTICOS, MELHOR NÃO OUVI-LOS. MAS, SE NÃO OS OUVIRMOS, COMO
SABÊ-LOS?”.
É certo afirmar que, melhoramos a
qualidade da política qualificando o nosso voto.
Amaury
Cardoso
e-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br
site: www.fug-rj.org.br
domingo, 13 de julho de 2014
QUAIS SERÃO OS REFLEXOS DO PRAGMATISMO ELEITORAL PARA A DEMOCRACIA BRASILEIRA E AS ELEIÇÕES QUE SE APROXIMAM? ARTIGO: JUNHO/2014
Inicio este artigo destacando uma afirmação do senador Cristovam
Buarque: “A democracia brasileira é uma bagunça, tanto no funcionamento do
aparelho do estado (Relação entre os três poderes e pequenas repúblicas
cartoriais envolvidas no exercício da atividade administrativa no dia a dia)
quanto no processo eleitoral propriamente dito”.
A democracia não é estática. Ela tem por mérito promover o
aperfeiçoamento das instituições. Estará a democracia brasileira ameaçada em
razão da demora na realização de uma reforma política e eleitoral que acompanhe
as mudanças da sociedade e se ajuste as demandas do século XXI? Baseado nesta
tese, podemos afirmar que estamos diante do esgotamento dos ciclos políticos. A
sociedade tem dado sinais claros da sua rejeição ao modelo político e eleitoral
vigente em nosso país, por entender ser este modelo elitista, excludente,
viciado e atrasado face ao seu descompasso frente aos anseios da sociedade. As
reações populares, ocorridas com mais intensidade a partir de junho/2013, foi o
divisor de águas, onde o jogo político mudou, e suas incertezas aumentaram.
A incompreensão e relutância na promoção das reformas política e
eleitoral esta comprometendo seriamente a democracia representativa, que se vê
revelada na sociedade, diante da atmosfera de impaciência, raiva, incompreensão
e cansaço presentes na grande maioria dos brasileiros.
Dentro do conjunto de fatores que distanciam a população do processo
político eleitoral, vejo como principal motivo a percepção do eleitor com a
falta de compromisso, preparo, credibilidade, propostas convincentes e coerência
em suas ações e atitudes, visíveis na grande maioria dos políticos e
postulantes a cargos de representação no executivo e legislativo. É fato que
essa reação vem provocando o esgotamento do atual modelo de representação na
democracia brasileira.
Percebo que a sociedade espera e exige algo maior dos candidatos aos
cargos de representação política no processo eleitoral que se aproxima. A
indignação, descrédito e desconfiança do cidadão com os políticos de um modo
geral e com as instituições partidárias, que não mais as representam, crescem a
cada dia. A corrupção esta diretamente associada a classe política, e o
fisiologismo e pragmatismo tem sido o vilão das instituições partidárias. É
assim que enxergam!
A sociedade anseia por compromissos factíveis, com propostas claras de
como avançar na questão dos direitos sociais, na qualidade dos serviços
públicos, na qualidade da infraestrutura, na qualidade da mobilidade urbana, na
promoção da sua inclusão social e consequente melhoria da sua qualidade de
vida.
Esta muito claro que o fato da grande maioria dos partidos terem se
transformado em “Ocas siglas” sem ideologia e vazias de compromissos com a
realidade traduzidas nos anseios populares e defasadas da realidade democrática
de hoje, tem sido o ponto central que
tem levado a instituição partidária ao descrédito junto a população, por
não se sentirem por ela representadas devido ao distanciamento e não
modernização de seus programas, ideias e bandeiras.
O mal a democracia representativa já esta posto, e seus efeitos já são
sentidos e o que virá é imprevisível, e só a coragem de se realizar as
necessárias reformas política e eleitoral poderá restabelecer a confiança e
participação da sociedade no novo processo político em nosso país.
Com a palavra as grandes lideranças políticas e partidárias.
Amaury Cardoso
Presidente Estadual da
Fundação Ulysses Guimarães do Rio de janeiro-FUG/RJ.
Site: www.fug-rj.org.br
e-mail: amaurycardosopmdb@yahoo.com.br
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