segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

O DILEMA DA “ESCOLHA DE SOFIA” DO PRESIDENTE LULA DIANTE DAS ELEIÇÕES DE 2026. - Artigo: Janeiro/2025


As incertezas e fortes ameaças de colapso da economia brasileira em 2027 se devem ao fato do presidente Lula se colocar relutante a promover com a necessária eficácia ajustes fiscais e corte de gastos em seu governo. O presidente Lula tem afirmado que se depender dele não haverá novas medidas fiscais. Ocorre que o governo Lula ao se manter irredutível em relação a promover profundos e eficazes cortes de gastos públicos irá se deparar com um inevitável problema do crescimento dos gastos obrigatórios, que possuem regras específicas por leis, que já é elevado e ocupa uma fatia enorme do orçamento e que progressivamente no curto prazo tomara o pequeno espaço orçamentário dos chamados gastos discricionários .

O chamado “arcabouço fiscal”, aprovado no primeiro ano do governo Lula (2023), prevê que as despesas do governo não poderá crescer mais de 2,5% ao ano acima da inflação. Caso ocorra o crescimento das despesas públicas acima desse percentual estabelecido elas irão aos poucos consumir os parcos recursos disponíveis para os gastos públicos livres dos ministérios, com o grave risco de, caso não seja realizado um profundo corte de gastos, ocorrer uma paralisação  da máquina pública federal. Com esse cenário, adeus qualquer possibilidade de reeleição do presidente Lula!

Pelos cálculos da Consultoria da Câmara Federal, esse risco de paralisia do governo existe e se intensifica a partir de 2027, ou seja, o próximo presidente irá assumir um governo com um orçamento totalmente inviabilizado. A realidade é que o governo federal possui hoje um espaço orçamentário muito pequeno para gastos livres dos ministérios, algo em torno de R$ 29,6 bilhões, o que é considerado muito pouco para atender todas as despesas provenientes das demandas do governo Lula.

Essa possibilidade cria o grave risco de que o arcabouço fiscal tenha que ser descumprido, o que eleva o endividamento do governo federal, com isso provocando a elevação das taxas de juros, afetando diretamente o setor produtivo e pessoas físicas. Um quadro de desastre econômico, fiscal e social total!

O governo federal, até o momento, tem se mostrado incapaz de evitar o crescimento dos gastos públicos obrigatórios nas áreas do setor previdenciário, dos servidores federais, das emendas obrigatórias individuais, de bancadas e de comissão, dentre outras. 

O governo Lula a continuar relutando em adotar medidas severas de corte de gastos caminha para um cheque mate fiscal e orçamentário. Especialistas no campo econômico apontam no sentido de que a equipe econômica do governo deve seguir insistindo na adoção de políticas severas de austeridade fiscal, cortando gastos considerados mais altos que o necessário. O conselho está dado, mas será que o desgastado e enfraquecido ministro da Fazenda, Fernando Hadad, terá força política para quebrar, já em 2025, a forte resistência do presidente Lula? Só o tempo dirá! A verdade é que, ao se aproximar as eleições de 2026, o presidente Lula se encontra diante do dilema da “escolha de Sofia”. E agora, qual será a sua decisão política?



Amaury Cardoso

Graduação em Física, Pós Graduação em Gestão Publica, Pós Graduação em Políticas Públicas e Governo, Pós Graduação em Marketing, Comunicação, Planejamento e Estratégia em Campanhas Eleitorais, Especialização em Políticas e Estratégia, Especialização em Ciências Políticas.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

A BUSCA PELO SENTIDO DA EXISTÊNCIA. - Artigo: Dezembro/2024



Desde os primórdios da humanidade muitas pessoas se perguntam sobre qual o sentido da vida. Este é um enigma que intriga a muitos que não sabem a razão do porque vivem. Um número expressivo de pessoas ainda não encontraram um sentido para sua existência e se depararam com o sentimento da incerteza e a convivência com o sentimento de estarem perdidos.

Entre os seres vivos, os seres humanos precisam encontrar um sentido para sua vida e se perguntam: Qual o propósito da minha existência? O que se observa é que para a maioria das pessoas, o que a leva a questionar o sentido da sua existência e não a essência da vida (para muitos por desconhecimento), mas sim a sensação do vazio,  a sensação de que em um momento tudo pode mudar, e em razão disso surge o medo, o sentimento de impotência que causa uma mistura de angústia e ansiedade, tendo como consequência o sofrimento.

No livro “Em busca de sentido”, o autor Viktor Frankl relata: “Precisamos aprender que nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós”. Entendo ser esse o ponto central, o grande dilema da nossa existência. 

Partindo do entendimento de cada ser humano é unico e singular, nenhum ser humano pode ser comparado com outro e nem pode ser substituído no processo, que é próprio de cada um.

Culturalmente o sentido da vida está associado a harmonia e felicidade e, sem o sentir deles, a vida acaba perdendo o sentido para alguns. O propósito da vida passa, então, a ser preencher o desejo de felicidade. Cria-se uma expectativa e, quando a felicidade não é alcançada a existência torna-se uma lamentável experiência, um grande sofrimento. 

A resposta para o sentido da vida, com certeza, não será uma resposta que seja satisfatória a todos, pois o que se percebe é que o que importa não é o sentido da vida de um modo geral, mas sim o sentido específico da vida de uma pessoa, em determinado momento de sua existência.

Cada um tem sua vocação, seu nível educacional, cultural e espiritual, sua missão pessoal, para a qual precisa executar tarefas específicas. E é neste ponto que a pessoa não pode ser substituída, somente ela pode realizá-la.

Encontrar caminhos que façam sentido para nós é uma maneira de vivermos plenamente. O desafio é saber escolhe-los, e trilhá-los com o coração e uma considerável dose de responsabilidade, pois tudo que nos acontece vem em decorrência das nossas escolhas, atitudes, comportamentos e decisões.

Na verdade, acredito que o ser humano precisa aprender a se relacionar com sigo mesmo, com o seu próximo e com a magnitude da natureza que compõem o seu incrível mundo!


Amaury Cardoso 

Graduação em Física, Pós Graduação em Gestão Publica, Pós Graduação em Políticas Públicas e Governo, Pós Graduação em Marketing e Comunicação, Estratégia e Planejamento de Campanhas Eleitorais, Especialização em Política e Estratégia, Especialização em Ciências Políticas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

VIVEMOS EM UMA REPÚBLICA, CONTUDO MUITAS PESSOAS ENTRAM EM CONFLITO COM OS SEUS CONCEITOS! - Artigo: novembro/2024


O conceito de República esteve associado ao longo dos anos a um Estado que retrata a preocupação com o bem comum, independente do tipo de regime. O fundamento de uma república está alicerçado na preocupação com o bem comum, ou seja, coletivo.

Aprendi que a expressão valores republicanos tem um leque de significados positivos, a exemplo de eleições livres, separação entre Estado e Igreja, separação entre público e privado, a educação universal, dentre outros.

Contudo, é fato que os princípios republicanos são os mesmos conceitualmente, mas sua aplicabilidade e a capacidade de exercer seus princípios variam em conformidade com a sociedade. Por exemplo: tentar aplicar princípios liberais em uma sociedade que não nutre as bases do princípio liberal irá resultar em uma política conflituosa. Se não vejamos: Público, passa a visão de que é de todos nós, razão pela qual temos a responsabilidade de cuidar do que é público, ou seja, nosso. No entanto, culturalmente no Brasil, o que é público não é de ninguém. A maioria das pessoas individualmente não se considera responsável pelo que é público. Se a rua está suja, os bueiros estão cheios de lixo a calçada da sua casa está cheia de mato, a culpa é da prefeitura, não do cidadão que não cuida do público, ao contrário contribui para deteriorar o que é público porque entende que quem tem que cuidar do público é o poder público. Esse comportamento não é uma atitude republicana, no sentido de que res + publica tem dimensão de compromisso compartilhado (cidadão e governo) com o que é público.

Portanto, não se trata apenas de intuições, mas de cultura, educação, valores e compromisso em zelar pelo que é público. Mudar esse comportamento é uma tarefa muito difícil e de longo prazo, que passa pelo entendimento e reconhecimento de que espaço público é um bem de todos e, portanto, deve ser preservado, cuidado por todos.

O livro “Acabeça do brasileiro” do cientista político Alberto Carlos de Almeida, comprova por meio de uma pesquisa nacional sobre valores enraizados de nossa sociedade, que a maioria da população não tem a visão de mundo de república idealizada pelos acadêmicos e professores universitários das áreas de ciências sociais. Assim, essas elites exigem algo que o Brasil não tem condições de entregar.

É fato que a visão de mundo e os valores de uma sociedade mudam, mas é um processo muito lento. Em função dos nossos valores sociais, o Brasil ainda não é uma república na sua essência.


Amaury Cardoso

Graduação em Física; Pós graduação em Gestão Publica; Pós graduação em Políticas Públicas e Governo; Especialização em Estratégia Política; Especialização em Ciências Políticas; Especialização em Marketing Político, Comunicação, Gestão e Estratégia.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

ERRA QUEM RELATIVIZA O CRESCIMENTO DA FORÇAS POLÍTICA DE CENTRO, CENTRO DIREITA E DIREITA! - Artigo: novembro/2024.


Com o resultado das eleições presidenciais e do Congresso nos EUA, erra quem relativiza o crescimento das forças políticas no campo ideológico de centro, centro direita e direita em varias partes do mundo.

Em julho escrevi um artigo sobre o processo eleitoral nos EUA no momento em que Trump sofreu um atentado contra sua vida. Nesta oportunidade eu afirmei que o episódio alavancaria a eleição de Trump ao ponto de assegurar a eleição dele.

O partido democrata sentiu o golpe, e reconheceram que Biden não seria capaz de conter o crescimento e a vitória de Trump, não só por ele não reunir condições políticas e físicas de vencer, mas principalmente porque seus grandes apoiadores financeiros, ao visualizar a derrota de Biden, estavam abandonando a campanha democrata.

Para evitar um fiasco eleitoral o partido democrata apresentou uma nova alternativa, e Biden escolheu sua vice-presidente Kamala , que, também em julho, afirmei que não era o perfil mais apropriado para levar a vitória dos democratas, em razão dela ter sido uma vice-presidente apagada e vacilante em três questões fundamentais para os americanos: a econômica, a migratória e a fragilidade em lidar com à questão dos conflitos internacionais. 

Durante o processo eleitoral as pesquisas falharam ao sinalizar a possibilidade de vitória dos democratas com a candidatura de Kamala, fato que deu a ela a confirmação, em convenção democrata, de sua candidatura em detrimento aos seus oponentes no partido, mesmo sendo dois governadores experientes que governam estados importantes e estratégicos. 

A vitória de Trump se mostra fragosa e humilhante para os democratas. Trump vence todos os estados pêndulos decisivos. Trump vence com grande vantagem no numero de delegados e de eleitores. Essa diferença na vitória de Trump vem em decorrência de uma melhor estratégia que focou em temas importantes para o eleitorado conservador dos EUA, em especial o fator econômico.É fato que essa vitória da direita nos EUA foi determinante para o avanço da direita no cenário político internacional!

Meu ponto de vista sobre a vitória de Trump, apresentado em julho desse ano, se confirma! Trump vence com poderes significativos!

Vence na Suprema Corte com 6 ministros conservadores e nas casas legislativas vence com folga: Senado - Partido Republicano conquista 52 cadeiras; Câmara - Partido Republicano conquista 198 cadeiras. Nos 11 estados americanos que houve disputa para governador, o partido republicano vence em 09, vencendo, também, na Suprema Corte com 06 ministros conservadores.

O Partido Democrata no senado conquista 41 cadeiras e na Câmara, conquista 180 cadeiras.

Até o fechamento desse artigo, Trump conquistou 292 delegados e Kamala 226. Esse resultado consagra a força política do presidente que irá governar os EUA pelos próximos quatro anos. Isso traz um significado com grande repercussão política internacional que irá influenciar mudanças políticas e econômicas em várias partes do mundo.

Esse é o meu ponto de vista!!!

Abraço!


Amaury Cardoso

Bacharel em Física, Pós Graduação em Gestão Pública, Pós Graduação em Políticas Públicas e Governo, Especialização em Estratégia e Política, Especialização em Ciências Políticas, Pós Graduação em Marketing Político, Comunicação Eleitoral, Gestão e Estratégia.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

O QUE ME REVELA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2024. - Artigo: outubro/2024



Com o encerramento das eleições municipais de 2024, ficou evidente o avanço das forças políticas de centro, centro direita e direita em todo território brasileiro, avanço que se iniciou em 2018 e foi conquistando forças e ampliando espaço nos processos eleitorais de 2020, 2022 e 2024.

Esse novo arranjo político que se desenhou nas eleições municipais deste ano certamente indica uma nova composição de forças politicas que irá influenciar o processo eleitoral nacional de 2026, principalmente nas duas casas legislativas do Congresso Nacional, mas também com a expansão dessas forças nos governos estaduais e casas legislativas estaduais na grande maioria dos Estados.

A nova configuração de forças que se estabelece em todo país revela o crescimento e fortalecimento dos partidos com perfil político de centro e direita que passaram a ocupar a grande maioria das prefeituras das capitais e cidades de médio e grande porte populacional e predominam em 75% das 5.570 prefeituras brasileiras.

Outro aspecto que se evidencia nessa eleição é o enfraquecimento das forças tradicionais de esquerda (PT, PDT, PSB, PSOL e PCdo B) em todas as regiões do país. Ficou clara a crescente rejeição aos candidatos do segmento político de esquerda, desta vez não só nas capitais e grandes metrópoles, mas também em um numero expressivo dos  municípios das periferias. 

Em síntese, os partidos do segmento ideológico de centro, centro direita e direita (PSD: 891, MDB: 864, PP: 752, UNIÃO: 591, PL: 517, REPUBLICANO: 440 e PSDB: 312) conquistaram 4.367 prefeituras. Já os partidos do segmento de esquerda e centro esquerda (PSB: 312, PT: 252, PDT: 151, PCdoB: 19 e PSOL: 0) conquistaram 748 prefeituras. Com esse resultado  eleitoral pífio, com o agravante do péssimo resultado eleitoral do partido do presidente da república, o PT, ficou claro que os partidos de segmento político de esquerda receberam neste processo eleitoral sinais de desgaste que atribuo a falta de renovação de suas pautas e na estratégia politica e eleitoral, bem como as dificuldades de comunicação com o eleitorado brasileiro e a dificuldade de se adaptar às demandas locais e de apresentar propostas atrativas a um eleitorado que não aceita promessas, que por serem repetitivas não convencem mais, e exige resultados.

Atribuo, também, ao descrédito que enfrentam os partidos de esquerda ao fato desses partidos não conseguirem mais falar para a população e insistirem em ficar repetindo o discurso tradicional, de certa forma ultrapassado, e totalmente desconectado da realidade da sociedade brasileira e das demandas mais imediatas e programáticas dos eleitores, que priorizam pautas focadas na competência de gestão  e eficiência administrativa, associada a programas e projetos factíveis que de fato leve a garantia de respostas e entregas de demandas essenciais a população.

Outra leitura que para mim fica evidente é que a sociedade não se interessa por discursos ideológicos e posicionamentos políticos excessivamente radicais e sim deseja posicionamentos voltados para propostas de soluções centradas em resolver problemas cruciais do cotidiano das cidades.

Por fim, essas eleições municipais revelam uma nova configuração de forças políticas demonstrando que a grande maioria do eleitorado prefere dar o seu voto a alguém que melhor lhe passar a certeza de ser um gestor competente e o convencer possuir eficiência administrativa, associada a um perfil político que transmita credibilidade. Arrisco afirmar que está desenhada a eleição nacional de 2026. Percebo que os critérios de escolha estão se consolidando e serão os mesmos a definir os candidatos no próximo processo eleitoral, dessa forma, indicando a continuidade do avanço dos segmentos ideológicos de centro, centro direita e direita. Esse é o meu ponto de vista!


Amaury Cardoso 

Graduado em Física, Pós graduado em Gestão Publica, Especialista em Gestão e Estratégia, Especialista em Ciências Políticas, MBA em Marketing Político e Eleitoral, Gestão e Estratégia.

www.amaurycardoso.blogspot.com.br

terça-feira, 17 de setembro de 2024

A IMPORTÂNCIA DO DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO NAS REDES SOCIAIS. - Artigo: setembro/2024


Aprendi em meus estudos sobre marketing político e eleitoral, gestão e estratégia, bem como na vivência como militante político, que a construção da imagem pública e o papel do marketing político e eleitoral são imprescindíveis para o sucesso de um político na sociedade contemporânea, pois depende diretamente da visibilidade pública e da repercussão positiva de sua imagem no cenário em que o candidato/político está inserido. Virou um jargão no marketing político e eleitoral que a imagem de um candidato/político pode ser comparada a um rótulo de um produto na prateleira de um supermercado. Trata-se da identidade que àquele político quer passar para a sociedade e seus atuais e futuros eleitores, seja tradição ou quebra dela, confiabilidade, competência administrativa ou outros atributos que possam atrair determinado público ou segmento.

Feita esta importante observação, passo a responder a pergunta da questão em tela: Disserte sobre a facilidade que os meios de comunicação de massa eletrônicos (rádio, televisão, internet e redes sociais) proporcionam à difusão das mensagens políticas dos mais diversos candidatos eleitorais.

Durante um longo período as imagens foram construídas com relativa facilidade, utilizando códigos ou fórmulas baseadas, sobretudo, na dramatização da vida do candidato, principalmente no horário eleitoral gratuito. Era comum a apresentação de histórias recheadas de valores sociais moralizantes e aspectos intimistas do candidato.

Com a entrada dos meios de comunicação de massa eletrônicos, esse cenário/personagem/roteiro construído corre sérios riscos de ser desvendado ou desmascarado nas redes sociais. Qualquer informação se torna pública em tempo real e a todo tempo, logo, construir uma imagem tornou-se palavra perigosa. Hoje o eleitor, do outro lado da tela tem a possibilidade de interagir, se posicionar e ate ajudar a construir a imagem positiva de um candidato, contudo, na mesma medida esse eleitor pode desconstruir e destruir qualquer história bem ou mal contada.

Com a chegada da Internet, das redes sociais e todas as suas ferramentas disponíveis o candidato/político passou a ter uma enorme condição de difundir sua imagem e as suas mensagens. Esse novo modelo de propagação da informação, através das ferramentas de redes sociais, mudou radicalmente a forma de “construção” de uma imagem. Destaco esse ponto, por entender que na sociedade em rede em que vivemos, o trabalho realizado em torno da construção da imagem deve ser pautado pela valorização das características positivas e distanciamento das menos aceitas ou negativas.

É fato que com a democratização e ampliação do acesso a informação e a garantia de comunicação em massa nas redes sociais o candidato/político passou a ter uma enorme condição de propagar sua imagem. Contudo, entendo haver a necessidade de ter muita cautela em transitar nesse universo conectado e cheio de informação. O candidato/político precisa saber aproveitar o que as ferramentas de marketing político e eleitoral lhe oferecem para fugir dos estereótipos cansativos e já manjados pelas pessoas. É fundamental ser autentico, sob o risco de vir a ser questionado por alguma atitude que não venha a condizer com aquela imagem anteriormente construída. Reverter essa situação será bem mais complicado do que trabalhar positivamente seu marketing pessoal e político. Destaco que a mensagem do candidato/político precisa ser meticulosamente planejada e disseminada, se possível, com antecedência, pois se trata da construção de um processo de imagem. Esse cuidado se estende ao discurso, falas e palavras utilizadas, a tonalidade da voz, à gesticulação, à expressão facial e outros mecanismos de comunicação que podem contribuir para vencer ou perder uma eleição.


Amaury Cardoso


Graduado em Física, Pós graduado em Gestão Pública, Especialista em Ciências Política e MBA em Marketing Político e Eleitoral, Gestão e Estratégia.

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

O POVO VENEZUELANO ESTÁ REFÉM DO DITADOR MADURO E SEUS ALIADOS MILITARES, SÓCIOS NO PODER. - Artigo: Agosto/2024


Triste realidade de um país que possui 94% de seu povo vivendo em condições socias muito precária, abaixo da linha da pobreza, e é impedida de exercer o seu direito  de lutar por mudanças!

O que assistimos na Venezuela é um insulto, um desrespeito, uma agressão ao povo venezuelano!!! Milícias armadas oprimindo a manifestação de repúdio da população que não suporta mais a tirania imposta pelo ditador Maduro, que se auto proclama, as pressas, vencedor de uma eleição fraudulenta. O que está por vir é lamentável!!!

Os "líderes" mundias que se omitem e pior apoiam a opressão que acontece por anos na Venezuela, são irresponsáveis ao desrespeitarem o direito de um povo de viver em uma democracia!!!

No meu entender é grave a crise que se instalou na Venezuela, e ela tem tudo para aprofundar o número de dezenas de mortos e milhares de presos, e se desdobrar numa guerra civil com muito derramamento de sangue. Maduro tem endurecido e não irá titubear em colocar o exército nas ruas para reprimir as grandes manifestações populares, bem como perseguir e eliminar suas lideranças. É fato que a explosão da violência terá consequências imprevisíveis! Diante de um país em grave crise política,  econômica e social, temo pelo destino de muitos venezuelanos!

O governo brasileiro, na posição de líder na América Latina, precisa assumir o seu papel e se movimentar diplomaticamente no sentido de evitar o avanço do caos. O presidente Lula é o único na América Latina que têm essa legitimidade junto ao presidente Maduro, mas se coloca de forma timida e relutante, condicionando a se posicionar após Maduro apresentar as atas das eleições, o que não irá acontecer, pois é fato que sua anunciada vitória está sendo sustentada por uma vergonhosa e criminosa fraude eleitoral. 

O governo e o Estado brasileiro erra, depois de terem se passados vários dias do processo eleitoral, ao não ter se manifestado diante do que acontece e as evidências das fraudes que ocorreram nas eleições venezuelanas! 

O Brasil detêm uma influência política e econômica sobre a América Latina, o silêncio do governo brasileiro diante do processo fraudulento das eleições na Venezuela, bem como diante da postura ditatorial do presidente Maduro que se impõe na presidência sem, notadamente, a aprovação da grande maioria do povo venezuelano é constrangedora para a nação brasileira. 

O presidente Lula se encontra numa situação delicada face o partido dos trabalhadores - PT, do qual é a maior liderança e as decisões relevantes não são tomadas sem consultá-lo e obter sua concordância, ter oficialmente emitido nota reconhecendo que o processo eleitoral na Venezuela transcorreu de forma democrática e com perfeita lisura. Fica a pergunta: Sem a devida transparência e sem a necessária apresentação das atas da eleição,  em que base o PT pode afirmar que a reeleição de Maduro é um fato indiscutível?

Diante do posicionamento da OEA e de vários países que cobram transparência e apresentação das atas da eleição, cresce a rejeição à forma como se deu o processo eleitoral na Venezuela, o que coloca o governo brasileiro, em razão da sua demora em se posicionar, em uma posição politicamente delicada no cenário internacional. 

Um fato no mínimo equivocado foi o pronunciamento do presidente Lula, feito dois dias após as eleições, que suou de maneira desastrosa e equivocada ao passar "panos quentes" na falta de transparência do processo eleitoral e no caos social em que se encontra a Venezuela diante da relutância de grande parcela dos venezuelanos em aceitar o golpe eleitoral do ditador Maduro.  


Amaury Cardoso 

Bacharel e Licenciatura Plena em Física, 

Pós graduação em Gestão Pública, Especialista em Ciências Políticas, MBA em Marketing Político e Eleitoral, Gestão e Estratégia. 

Blog artigos: www.amaurycardoso.blogspot.com.br

segunda-feira, 1 de julho de 2024

O SEGMENTO POLÍTICO DE DIREITA VEM CRESCENDO EM VÁRIOS PAÍSES DO MUNDO, A QUE DEVEMOS ATRIBUIR? - Artigo: julho/2024



No contexto político histórico geral, principalmente depois do pós II Guerra Mundial, podemos encontrar muitos fatores pode tentar explicar esse fenômeno, dentre os quais, arrisco destacar que a ascensão da extrema direita constitui mais um movimento, que começou com o avanço da hegemonia neoliberal, no sentido da completa destruição das conquistas civilizatórias e democráticas do pós-Segunda Guerra Mundial.


O que temos visto nos últimos anos pós virada do século XX para o século XXI, é um avanço da extrema-direita nas sucessivas últimas eleições. O seguimento político conservador vem aumentando seu lastro de poder político passando, a meu ver, uma clara mensagem de que é preciso pensarmos o que está gerando nas populações esse desejo por governos conservadores. 


Porque esse avanço da direita vem sendo desejado por muitos? 

Arrisco afirmar que esse avanço do conservadorismo seja pelo fato de encarna os valores e as formas de pensar de milhares de pessoas no país, onde  uma multidão de pessoas se vê nele representados. Ele é a encarnação de um tipo de subjetividade, de desejos, de valores, de ideias, de conceitos e preconceitos que estão disseminados na sociedade mundial.


Porque foi desejado por muitos? 

Porque encarna os valores e as formas de pensar de milhares de pessoas no país, porque uma multidão de pessoas se vê nele representados.


Entendo que precisamos levar em conta essa insegurança existencial crescente produzida pela nova etapa do capitalismo. Essa insegurança se acentua a medida em que o avanço tecnológico significa a redução dos postos de trabalho e a desaparição de muitas atividades e profissões. Essa, a meu ver, é apenas uma das razões. 


Outra razão é a retórica da direita e da extrema-direita, com o reavivamento do nacionalismo, com críticas à globalização, aos acordos de livre-comércio, bem como o crescimento da concentração da riqueza e, consequentemente, o avanço da miséria em vários países do mundo têm feito com que ocorra um alinhamento com as forças da reação melhor representadas pelas forças políticas conservadoras de centro, de direita e de extrema-direita. 


Essas políticas de recuperação econômica, aplicadas, inclusive, por sucessivos governos ditos socialistas levaram a desmoralização e ao descrédito crescente dos partidos mais à esquerda no espectro político, o que também favoreceu o crescimento da direita e da extrema-direita em vários países. No Brasil, não foi diferente.


O capitalismo é gerador de insegurança a medida que está permanentemente alterando sua própria regulamentação, seus regramentos, suas formas de funcionamento, suas bases tecnológicas, deslocando sua produção de espaços, alterando as relações de trabalho e emprego. 


Quando as pessoas no mundo, em especial no Brasil, estão clamando por segurança, elas atribuem a insegurança que sentem aqueles que são execrados como bandidos ou como corruptos todos os dias na televisão. A insegurança, que é existencial, que é promovida pelas formas de vida precarizadas pelo capitalismo, é atribuída a um outro que se torna o bode expiatório do mal estar causado por vivermos em constante incerteza. A busca de forças políticas que representam a ordem e a segurança é resultado, portanto, da crescente insegurança existencial promovida pelo próprio capitalismo.


Por fim, destaco um trecho da minhapesquisa que afirma: "O estágio atual do capitalismo se caracteriza pela criação de formas vida e de trabalho cada vez mais precárias. A informalidade crescente das relações de trabalho, o crescimento das formas de trabalho temporário, a rotatividade dos postos de trabalho, a previsão de possíveis reduções de salário previstas em contratos de trabalho, a chamada flexibilização do trabalho, o fim mesmo da ideia de especialização e profissão, a competição crescente por postos de trabalho precarizados, a destruição permanente de postos de trabalho e de profissões, a exigência neoliberal de que cada um seja um empresário de si mesmo, que se vejam como capital humano, que tenham sucesso e poder sem que as condições para isso sejam dadas, produzem subjetividades e sujeitos inseguros, carentes de certezas e de ordem, o que é um caldo de cultura extremamente favorável para o crescimento de forças políticas conservadoras de centro-direita, direita e extrema-direita que se propõem a produzir a ordem, a segurança e a certeza, em todos os âmbitos. Num mundo em que tudo parece naufragar, em que todos parecem surfar sobre ondas enfurecidas, em que tsunamis varrem periodicamente as praias e as casas de nossas vidas, essas forças reativas e reacionárias aparecem como a tábua de salvação, o restolho salvador, o último porto e lugar seguro para se habitar. O encarniçamento, a violência, o aferramento com que as pessoas combatem a favor dessas forças da reação só demonstram o quanto para elas essas opções reacionárias são importantes existencialmente, o quanto elas parecem ser o único e último refúgio em um mundo hostil e perigoso."


Amaury Cardoso 

Bacharele Licenciatura emFísica, Pós em Gestão Pública, Especialista em Ciências Políticas, MBA em Marketing Político e Eleitoral, Gestão e Estratégia. 

www.amaurycardoso.blogspot.com.br

É PREOCUPANTE PARA A REPÚBLICA O FATO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA NÃO ACREDITAR NA SUPREMA CORTE. - Artigo: Abril/2026.

Entendo que a impunidade tem que ser extirpada em nosso país, dominado pela aristocracia e pelos que ascendem ao poder e fingem combatê-la, ...