segunda-feira, 7 de setembro de 2015

OS DESAFIOS DA PRÁTICA POLÍTICA DIANTE DE SUA EXAUSTÃO. ARTIGO: AGOSTO/2015.

(Escrevi este trabalho/texto em decorrência de tarefa da minha Pós em Ciência Política)


Inicio as minhas considerações sobre o momento político atual com a afirmação recente do vice-presidente da República e presidente do PMDB, Dr. Michel Temer, da qual concordo plenamente: “Para um governo conseguir estabilidade precisa de apoio do Congresso... (Governabilidade), e dos Movimentos Sociais... (Governança). Como hoje não há nenhum dos dois, pode-se dizer que a crise política existe e é grave, assim como a econômica.” “... será difícil a presidente resistir até o fim do mandato caso sua popularidade continue no patamar de 7%”. Esta afirmativa teve várias leituras, de especialistas e políticos, onde cada uma delas apresenta uma dinâmica ao resultado do processo político, inegavelmente em crise.
A prática de cooptação no exercício da política, a levou a exaustão esgotando um ciclo que culminou com a falta de credibilidade do atual sistema político eleitoral.
O fato é que o país quebrou, a economia vem sendo arrastada para o fundo do poço e a desilusão da sociedade só faz aumentar, cuja conseqüência tem sido a corrosão e enfraquecimento da democracia representativa, que agoniza vítima de seu descrédito.
Com a política do mesmo, compra de “adesões” e “apoios” através da velha prática fisiológica da distribuição de cargos e fatias do orçamento, o governo petista revela que não tem estratégia para, em médio prazo, tirar o Brasil da grave crise em que sua ineficiência e desmandos administrativos o meteram, só lhe restando “encenar um teatro através de um discurso de austeridade”, quando na verdade percebe-se que o governo Dilma perdeu o horizonte.
Assistimos a decadência trágica de um grupo político que se formou no início da década de 80, se apresentando como os puros da política, com a missão de combater a corrupção e zelar pela ética e moralidade, prometendo mudanças na forma de governar, onde afirmava combater a prática política do fisiologismo, patrimonialismo e clientelismo. Assim se apresentava o PT, portador de tanta esperança e que se deteriorou pela sede de poder e pela ganância, matando a esperança de valorização dos princípios morais e da defesa da boa prática política alimentada na grande maioria da população brasileira, hoje decepcionada, desiludida e indignada com o elevado grau a que chegou a corrupção em nosso país, nestes treze anos de governo.
As investigações da operação Lava-Jato “feriu o coração das oligarquias brasileiras”. A desordem do governo petista da presidente Dilma resulta de uma década de gastos acima da receita. As demissões, principalmente nas fábricas, traduzem a decadência do governo do partido dos trabalhadores, que está caindo aos pedaços perante a sociedade.
Os petistas inteligentes, bem informados e intencionados sabem que o sonho acabou em razão de seus próprios erros cometidos pelo baixo nível e alta voracidade de importantes dirigentes de seus quadros, que por ganância e incompetência levaram a sigla do PT ao lamaçal da corrupção em níveis nunca praticados.
Diante dessa frustração social, a população se encontra sem perspectiva, em virtude da crise econômica, política e, principalmente, de credibilidade que se instalou, fazendo com que o cidadão brasileiro não veja no horizonte uma saída clara desse atoleiro de imoralidades que se revelam no dia a dia.
Estamos diante de um momento crítico para a democracia representativa. Pesquisas demonstram que 92% dos eleitores acham que todo político é ladrão, e 63% não identificam ninguém capaz de tirar o Brasil do momento em que vive, ou seja, não identificam uma liderança com esse porte.
Nas ruas os brasileiros, nas diversas manifestações, afirmam claramente que ninguém os representa, e que os políticos não cumprem suas promessas, onde, no seu imaginário, os associa a corrupção.
O sistema político se debate diante de uma realidade difícil, e a classe política reluta em mudar seu comportamento e apresentar mudanças responsáveis, sérias e necessárias no sentido de recuperar a sua credibilidade diante de uma sociedade que, há tempos, sinaliza seu inconformismo e rejeição ao atual modelo político brasileiro.
Na política, oportunidades não podem ser perdidas, e suas Excelências não devem continuar a fazer “ouvido de mercador” com o clamor que vem das ruas que revelam sua intolerância e deixam claro o fim dos tempos para a “velha prática política”, inaceitáveis para a opinião pública bem informada, que enxerga a omissão do legislativo na promoção das reformas política, que devem ocorrer em ritmo acelerado, mas que já perceberam que nesta legislatura não irá acontecer.
As conseqüências dessa omissão podem ser muito graves para a classe política, cuja credibilidade, como já foi afirmada, anda em grande baixa.


                                                                                      Amaury Cardoso
                                                       Blog: www.amaurycardoso.blogspot.com
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

A POLÍTICA ESTA SEM RUMO - Artigo Jul 2015


A sociedade brasileira tem vivido constantes momentos de sobressalto com os rumos da política nacional, onde as instituições partidárias e sua classe política perdem a representatividade diante da falta de novas idéias, do distanciamento cada vez maior com o cidadão (eleitor) e a incapacidade de apresentar soluções factíveis aos graves fatores estruturais que estão levando ao aprofundamento da crise econômica.
O momento de incertezas no campo político, econômico e social, se aprofunda pelo fato da falta de expectativa de recondução do país, onde a sociedade não identifica uma liderança com capacidade, coragem e independência para assumir o papel de condutor dos destinos da nação, diante da sua percepção do grau de enraizamento do sistema político baseado em um modelo que se alimenta numa coalizão fisiológica sustentada no loteamento da máquina pública e na corrupção.
O que se verifica é que está ocorrendo um processo de erosão do “presidencialismo de coalizão”, que, neste aspecto, compartilho com a posição do ex-presidente Fernando Henrique, ao afirmar: “o presidencialismo de coalizão – no qual se supõe a aliança entre um número limitado de partidos para apoiar a agenda do governo no Congresso – transformou-se em um “presidencialismo de cooptação”. Nele, grandes e pequenos partidos (meros agregados de pessoas que visam ao controle de um pedaço do orçamento) ideologicamente díspares passam a tão somente carimbar as decisões do executivo no Congresso em troca de penetração cada vez maior na máquina governamental e participação nos contratos públicos”. Diante dessa afirmativa é fácil entender que os resultados desse processo são as razões que levam a indignação da sociedade, pois geram ineficiência de gestão e espaço para a instalação da corrupção endêmica.
Essa falta de identificação, pela sociedade, de um líder nacional, com idéias e projeto crível, ou seja, confiável e atraente com capacidade de seduzir e reconquistar um eleitorado perdido e tomado pela indignação, em decorrência aos abalos das revelações que dão conta da institucionalização da corrupção na máquina pública, responsável pelo aprofundamento da crise econômica, que inviabiliza o crescimento e aprofunda o risco da convivência maior com o fantasma da inflação, com fortes reflexos no aumento das desigualdades sociais e de tensões nas sociedades.
Hoje o que se percebe é a falta de um partido com capacidade de formular projetos coerentes com a globalização e as mudanças dos instrumentos de políticas econômicas, cujas as diferenças hoje entre políticas públicas entre esquerda e direita são de matizes, havendo a necessidade de se repensar o atual projeto político e econômico para superar o momento da crise brasileira, lançando o país no rumo do tão almejado desenvolvimento com a ampliação da justiça social.
O discurso que a sociedade espera não é o de só recuperar o que se perdeu, mas sim o do compromisso de promover, através de programas e propostas factíveis, serviços públicos de qualidade que atendam a demanda crescente da sociedade.
Os governos não podem continuar a deixar de reconhecer seus erros e sua responsabilidade diante da crise, onde o baixo investimento em infraestrutura, no passado recente, tenha ocorrido por falta de dinheiro. O que houve foi uma ineficiência da gestão pública dos recursos. O Brasil precisa crescer para incluir pessoas na economia, ou seja, no mercado de trabalho. Isso passa pela eficiência de gestão e investimentos nos setores essenciais, responsáveis para alavancar o desenvolvimento, e para isso precisa elevar, e muito, o nível de investimento para diminuir os gargalos que estão obstruindo o alcance desse objetivo. Infelizmente o que se constata é que os erros praticados pelo governo petista na condução da economia, agravada com a falta de planejamento estrutural de futuro, associada a prática da corrupção sistêmica através do aparelhamento partidário nas estruturas de governo, implantado para alimentar um projeto longo de poder, nos levou a uma grave crise política e econômica, de conseqüências imprevisíveis e cuja a correção não se dará a médio prazo.
A percepção da sociedade com o alastramento da corrupção, levadas pelas investigações do Ministério Público Federal e a Polícia Federal, que a cada dia apresenta fatos novos que desnudam a sua ampla ramificação, e revelam a participação de pessoas de grande influência no poder público e privado, tem causado na grande maioria das pessoas de bem uma indignação e perplexidade, diante da distorção da ética, retidão moral e probidade.
A classe política está dando um tiro no coração ao ignorar e, pior, tentar esconder, diante das evidências, os sucessivos escândalos de corrupção, não admitindo que estão moralmente encurralados por uma sociedade que na esmagadora maioria os rejeitam. Com o processo da investigação da operação Lava-Jato, que esta longe do fim, as apurações do esquema de corrupção na Petrobras evidenciam que mesmo após o julgamento do mensalão, a prática de corrupção no governo petista se intensifica e se caracteriza como um esquema de compra de poder político através de um esquema corrupto tão ambicioso de perpetuação no poder do partido dos trabalhadores, que diante do que já foi apurado, com a contribuição de várias “delações premiadas” se chega ao alto escalão do núcleo do poder em Brasília, cujas as conseqüências serão terríveis para a República.
O fato é que com o início do governo do PT ao poder (2003), se instaurou a corrupção de forma institucionalizada, “endêmica e dissimulada”, como metástase. Finalizo com a pergunta feita pelo Ministério Público Federal:
 “como um esquema de corrupção das dimensões do mensalão e petrolão poderia ser implantado sem a cobertura do Planalto?
            
                                                          Amaury Cardoso
                                        

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domingo, 7 de junho de 2015

Globalização: Expansão Capitalista que dita os novos modos de vida na século XXI - Artigo: Junho/2015



Se tem um tema que me fascina é o estudo sobre o processo desencadeado pela globalização. Com certeza se trata de uma expansão capitalista, que como toda mudança de parâmetro à nível global revela pontos positivos e negativos, em virtude do ângulo a ser analisado e considerado. Contudo, destaco um ponto básico e fundamental que me leva a creditar como uma profunda mudança positiva do século passado. Refiro-me ao fato da globalização ter proporcionado que a informação e o conhecimento contribuíssem cada vez mais para a movimentação a custo baixo de modo livre e veloz pelo mundo, permitindo que a atividade humana fique baseada cada vez mais no volume crescente de informações e conhecimentos, o que possibilitou que os indivíduos, as organizações e os governos tenham condições privilegiadas de avaliar e comparar o desempenho de uns em relação aos outros.
A globalização se coloca perante o mundo com o significado expresso em termos da ampliação quantitativa e qualitativa da atividade humana, abrangendo setores estratégicos na formação da sociedade, em especial, dos mercados econômicos de bens e serviços, nos mercados financeiros, na geração e difusão de tecnologias, na padronização e regulamentação, no comportamento e modo de vida.
Ela estabelece uma concorrência acirrada em âmbito internacional, onde os fatores: competitividade,competência gerencial e alta tecnologia passam a ser fator prioritário, onde a  geração e difusão de novas tecnologias em escala global, dominam o mercado acirrando a concorrência,marca do capitalismo contemporâneo.
Os blocos econômicos e os mercados sofrem padronização e regulamentação. Outro aspecto importante resultante da globalização é a mudança no modo de vida em termos de hábitos, costumes e estilos de vida. O modo de vida no mundo para a ser cada vez mais parecido, modelado a partir da disseminação da publicidade, propaganda, informação, comunicação, além de bens e serviços em geral.
Reconheço como aspectos básicos positivos do processo de globalização, a evolução tecnológica, principalmente nos setores de produção, telecomunicação e telemática, informação e transporte. Essas evoluções promoveram a integração e a libertação de indivíduos e organizações nos contextos nacionais  e internacionais, em relação a opressões políticas, restrições econômicas, limitações geográficas e desigualdades de oportunidades.
Destaco a importância da evolução das tecnologias de informação que permitiram a divulgação ampla, instantânea e constante de informações, sem limitações determinadas por divisas geográficas e políticas, o que, a meu ver, promove a expansão da participação política de indivíduos e organizações em âmbito mundial, através do acesso amplo e disseminado da informação pelos diversos meios (rádio,televisão,telefone,fax,internet,jornais,revistas e livros), conectando e transfigurando as coletividades em todo o mundo. 
                         
                                    Amaury Cardoso
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terça-feira, 5 de maio de 2015

A LOGICA DIABÓLICA DO USO DA MENTIRA. - ARTIGO: MAIO/2015

Quando um governante perde a condição de circular com tranquilidade sem risco de ser hostilizado, ou é impedido de falar a população por receio da reação popular, o sinal de crise passa a ser indiscutível e a insustentabilidade do governo se torna evidente.
No atual cenário social brasileiro, onde se instalou uma crise sem precedentes institucional e político, tudo é possível. Percebe-se uma visível perplexidade na maioria da população, e o índice de desaprovação à atual presidente e ao seu governo é recorde na história política brasileira.

Estamos diante de um momento crucial, onde decisões terão que ser tomadas ou a possibilidade de uma convulsão social não pode ser descartada. O desgaste do partido dos trabalhadores creio ser irreversível, pois os dois tesoureiros da direção nacional do PT, Delúbio Soares e João Vaccari Neto, estão presos por envolvimento nos dois maiores escândalos da história política contemporânea, além do seu quadro mais importante, o ex-presidente Lula, está em declínio de popularidade e credibilidade.

Tudo isso deve-se a arrogância e auto suficiência que o PT demonstrou quando teve a chance  preciosa de mudar o Brasil para melhor nesses treze anos de governo, mas ao invés disso, embriagou-se com o poder e  se achando o dono da verdade isolou-se, tomando para si todas as decisões políticas e econômicas, que se revelaram equivocadas, e deu no que deu, a criação de uma teia de corrupção com o objetivo de sustentar o poder em torno do partido dos trabalhadores a qualquer custo.

Negar as acusações de corrupção, quando os fatos e circunstâncias, através de provas irrefutáveis, que não deixam dúvidas, é o que a direção do partido tem utilizado  resistindo em admitir o fato de terem promovido a institucionalização da corrupção na máquina de governo, reveladas em dois grandes escândalos: o mensalão e o petrolão, este segundo de amplitude extremamente superior, o maior da história da república brasileira, com ramificações, segundo as investigações da operação Lava - Jato que vem revelando a cada passar do dia que várias empresas públicas, principalmente na área de energia, e agora respingando no BNDES, que sempre foi considerado uma caixa - preta indevassável em razão de nunca ter informado para quem e em que circunstâncias foram concedidos os empréstimos bilionários a juros camaradas desde o início do governo Lula, em 2003. A força-tarefa da Lava-Jato concluiu um levantamento que revela que o BNDES teria destinado a Petrobras a cifra de R$ 17 bilhões para financiar obras que estão sendo investigadas por superfaturamento, como é o caso do empréstimo de R$ 9,4 bilhões a refinaria Abreu e Lima, em 2009, além de financiamento de obras em outros países, também, através de empréstimos do BNDES. Essa caixa-preta precisa ser aberta, e o governo Dilma tem o dever moral de dar transparência sobre os "empréstimos camaradas" realizados por esse Banco público. Isso é muito grave!

A pratica sistêmica de corrupção implantada pelo PT, que expõe diretamente suas principais lideranças, algumas julgadas e presas, causou ao partido um colapso ético, aniquilando seu passado caucado na defesa da ética e moralidade, colocando o partido dos trabalhadores no campo da marginalidade política. A estratégia petista para se manter no poder tem sido a de promover a radicalização ideológica, chegando ao ponto de ameaçar as ruas com supostos exércitos do MST.

A esmagadora maioria dos brasileiros clamam por um Brasil real, uma vida real, querem um governo competente, com procedimentos morais e éticos, querem liberdade de expressão para declarar livremente sua opinião, enfim, querem respeito. O estado não tem dono, a sociedade é autônoma e possui liberdade de exercer sua identidade. Não aceita mais a corrupção que se alastra na classe política. Se revolta com o falso moralismo, principalmente daqueles que se auto intitulam "revolucionários de esquerda", "guerreiros do povo brasileiro", cujas suas praticas e envolvimento em escândalos já os desmascararam.

É de estarrecer as imoralidades praticadas por um partido que na sua fundação afirmou que "surgia para ser diferente dos outros", e agora se vê diante dos efeitos de um projeto criminoso de poder responsável pela sangria de bilhões de reais desviados da Petrobras.

As investigações avançam para o setor elétrico, as obras do PAC e os "empréstimos camaradas" do BNDES. Porém, mesmo com provas documentais do envolvimento de dirigentes da alta cúpula do PT,  dos repasses de parte da "propina" em doações eleitorais ao partido dos trabalhadores, pagas pelos cofres públicos, com dinheiro subtraído do bolso de cada brasileiro, a direção petista insiste em se colocar como vítima das elites brasileira e da perseguição da mídia.

Destaco um trecho do artigo da escritora Rosiska Darcy de Oliveira, que define, ao meu ver, com precisão: "A MENTIRA tem uma logica implacável. Só é possível mantê-la graças a mais MENTIRAS. Essas MENTIRAS a mais vão exigir, para que não sejam descobertas, uma cadeia de novas MENTIRAS. A MENTIRA é um poço sem fundo. Com o tempo, ela invade tudo e passa a alimentar-se a si mesma".

Para o mentiroso, o hábito da MENTIRA acaba por transformá-la na sua verdade. Ele se sente injustiçado quando o acusam de MENTIR. O impostor que se apresenta como herói sofre quando lhe dizem que ele não é se não um MENTIROSO impostor.

Agora no auge do desespero a presidente Dilma, seguindo o conselho do seu mentor Lula, convocou o vice-presidente, que antes foi deixado de lado, para exercer a coordenação política jogando-o às feras, tendo ele, ao nosso ver, ingenuamente aceitado esse papel, ou por vaidade ou acreditando ser capaz de exercê-lo sem desgaste.

O PMDB de hoje conserva o ranço da sua origem. Prevalece ainda a histórica divisão entre o PMDB da câmara e o do senado. Tanto Renan quanto Cunha estão em permanente litígio com o governo. Isso quer dizer que ninguém, nem Temer, pode garantir nada a Dilma, sem o aval dos dois. O senador Renan e o Deputado Cunha mantêm diferenças, o que torna ainda mais instável e imprevisível a situação dentro do partido. A realidade é que o PMDB cansou de ser legenda das "antes salas palacianas".

Diante da atual realidade política, nós que desejamos o melhor para o país não podemos esperar, devemos agir e agir conscientemente, afastando do poder nacional todos esses corruptos que levaram a política nacional à uma crise moral e ética sem precedentes.

A sociedade civil esta se mobilizando, ocupando às ruas, afirmando sua indignação e espírito cívico, o que demonstra interesse pelos destinos do nosso país. No entanto, o que é de se estranhar é o silêncio de entidades que, em outro momento triste do Brasil estiveram à frente na defesa do Estado Democrático de Direito, em  especial a OAB, UNE, parcela de intelectuais, artistas e sindicatos.
Qual a razão desse silêncio?

                                                                                                      Amaury Cardoso
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

A REDUÇÃO DA MAIORIDADE NÃO PODE SER PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA O CERCO A VIOLÊNCIA. - ARTIGO: ABRIL/2015

O Congresso nacional retoma a discussão sobre um tema de grande relevância para a sociedade, mas extremamente complexo, que é a redução da maioridade penal.

A violência sempre foi um assunto de muita preocupação no seio da sociedade. Pesquisa recente, abril/2015, feita pelo Datafolha aponta que 87% da população brasileira são favoráveis à redução da maioridade penal; 11% são contra; 1% é indiferente; e 1% não sabe.

Embora não tenha sido um dos pesquisados, vou de encontro a maioria da sociedade e somo aos 11% dos que são contra, por entender que a redução da maioridade de 18 anos para 16 anos não irá reduzir, e muito menos solucionar, a questão da violência praticada  por jovens desestruturados e, em razão dessa condição, facilmente aliciados para o crime.

A quem devemos culpar por essa situação lamentável a que chegamos, senão a  nós mesmos (sociedade) e ao longo ciclo de governantes, uns mais ouros menos, que se renderam ao sistema perverso que atua no sentido da manutenção da divisão da sociedade em duas castas sociais, ao resolver a educação privada da casta superior, abandonando a educação pública utilizada pela grande maioria da população, condenando ao acaso  da sorte milhões de jovens sem perspectiva profissional e sem mercado de trabalho, de escaparem da marginalidade, atraídos pelo fascínio ao "poder" que transformam adolescentes - bandidos até mais assustadores e perigosos do que criminosos adultos.

Não podemos nos eximir da responsabilidade de termos deixado essa situação acontecer. Afinal, somos nós que escolhemos os nossos governantes no executivo e os nossos representantes no legislativo, e o problema da delinquência é estrutural, sendo o nosso atraso educacional ser o principal fator, porém, não é o único.
O novo perfil da delinquência é resultado acabado da crise da família, da educação deficiente e do bombardeio de setores da mídia do entretenimento, que se empenham  em apagar os valores morais que afeta diretamente a instituição familiar. 

Outro aspecto relevante é a influência da internet com seu poder de transformação, que se tornou um descontrolado espaço para a manifestação de atividades criminosas (Pedofilia, Racismo e Ofertas de drogas), presentes, clandestinamente, em alguns sites.

A grande maioria dos 87% que optaram pela redução da maioridade, desculpe, mas precisa sair do seu mundinho individualista e perceber que a criança, o garoto e o adolescente da favela, das comunidades carentes e dos bairros periféricos, sem a adequada infraestrutura, ou seja, os "malnascidos", não tem nada, tiraram-lhe tudo, a oportunidade, o direito a igualdade, os deixando sem futuro.

Não seria esta a razão do aumento da parcela de adolescentes nos indicadores de  violência? E o que garante que a aprovação da diminuição da maioridade penal para 16 anos, irá solucionar ou até diminuir a violência, se a falência estrutural permanecer?

É fato que, com esse nosso sistema prisional vergonhoso e corrompido, com a aprovação  da diminuição da maioridade, ocorrerá uma enxurrada de detentos nos presídios, e lá  serão, definitivamente, desumanizados.

Como o jovem de hoje, que perde sua crença nos valores morais, sendo a corrupção que  se alastra no meio social o fator maior dessa descrença, desocupado ou na informalidade  pode ver o seu futuro com esperança e otimismo?

Se não forem criadas alternativas no campo da educação e do emprego, os jovens tendem  a perder a confiança nas instituições democráticas. Sem políticas públicas que reverta o atual quadro de deficiência estrutural no campo da educação de qualidade, com ensino fundamental em horário integral, continuaremos a conviver com o aprofundamento do fosso social, que levará a uma situação de agravamento maior no campo da violência.

Nossa Constituição Federal assegura a prioridade da criança e do adolescente, bem como coloca como dever do estado, da família e da sociedade assegurar seus direitos básicos. O estatuto da criança e do adolescente dedica um longo capítulo às medidas socioeducativas  a serem aplicadas quando da prática de ato infracional. O que se percebe é o não cumprimento do direito legal, ao que atribuo ser por ineficiência, descaso e omissão.

Ao Estado cabe o papel de criar as políticas adequadas para  enfrentar os desafios que se apresentam. A sociedade, na condição de interlocutora social, cabe o papel de assumir a sua responsabilidade de cobrar que a geração de emprego juvenil seja uma prioridade, que a educação seja qualificada e apropriada a absorção no mercado de trabalho, que haja um aumento na oferta de estágios visando consolidar o aprendizado profissional, dentre uma série de outras sugestões que venha de encontro a abrir portas para a mudança do atual quadro em que se encontram os jovens em nosso país.

Sem aporte aos jovens não construiremos sociedade próspera e inclusiva.

                                                                                            Amaury Cardoso
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terça-feira, 17 de março de 2015

MANIFESTAÇÕES POPULARES, MUDANÇA DE PARADIGMA DO POVO BRASILEIRO. Artigo: Março/2015


Os ciclos políticos se fundamentam em consequência das transformações da sociedade no aspecto educacional e cultural, movidos, principalmente, por questões de âmbito econômico e social. Em razão desses fatores eles se diferenciam, na forma e no tempo, nas diversas e diversificadas partes do mundo.
 
Com a consolidação do processo de Globalização ocorrido no final do século XX, possibilitado em razão do avanço tecnológico nos campos da comunicação, proporcionando o fácil acesso a informação instantânea sobre o que ocorre no mundo, propiciou o aceleramento das influencias de uma região sobre outras, ou seja, dos centros sobre a periferias.
 
As redes sociais vem de certa forma revolucionando o processo de organização social, em particular no campo político face a facilidade da divulgação de opiniões e criticas, e, neste caso, em decorrência do atraso no sistema político brasileiro que tem levado de forma acelerada o desinteresse na instituição partidária e, por conseqüência, na democracia representativa em razão da elevada descrença na classe política.
 
As manifestações ocorridas neste 15 de março se caracterizou no maior protesto enfrentado por um governante brasileiro desde as passeatas pelo impeachment de Collor, em 1992.
 
Trinta anos após a posse do primeiro presidente civil, 15 de março de 1985, que pôs fim a um ciclo de 21 anos de regime (ditadura) militar, grande parcela da sociedade brasileira, numa demonstração de exercício pleno de cidadania, promove de forma pacifica seu direito democrático de livre manifestação, numa demonstração de que o sentimento de indignação levados as ruas não ocorre mais através de bandeiras partidárias.
 
Entendo ter ficado comprovado que no atual cenário político em nosso país, as manifestações, em especial a ocorrida em 15 de março, a maior manifestação espontânea já realizada em um domingo, tenha expressado uma grande lição da sociedade diante de um governo fragilizado, desacreditado pela maioria da população, que cada vez mais cobra rigor no comportamento ético e moral dos gestores públicos, bem como, de seus “representantes” nas três esferas do legislativo (Municipal, Estadual e Federal).
 
O governo da presidente Dilma inicia seu segundo mandato desacreditado pela maioria da população, devido a institucionalização da corrupção, da ineficiência dos serviços públicos, da alta do processo inflacionário, da crise econômica e pela estagnação do crescimento que começa a refletir negativamente no índice de desemprego. Este atual quadro tem contribuído para o aumento da grande incerteza sobre o futuro, confirmando o sentimento de que o governo esta sem rumo, tendo três anos e oito meses pela frente.
 
Ocorre, que ao negar essa realidade a presidente Dilma incorre num grave erro político, cujas as conseqüências começam a ter reflexo na sociedade que percebe que foi enganada.
 
A estratégia do governo e da direção do PT em desqualificar as manifestações, adjetivando os que ousam protestar com o rotulo de “burgueses brancos elitistas manipulados pela mídia golpista”, por arrogante e descabida, só tem contribuído para aumentar a rejeição da sociedade, exemplo claro ocorrido nas manifestações com panelaços e buzinaços que ocorrem em resposta aos pronunciamentos oficiais do governo, reação, até então, nunca vista em governos anteriores.
 
Diante da crise de credibilidade política em que nos encontramos, a sociedade brasileira evidência que não se sente confiante com o atual governo, externando seu clamor por líderes que reúnam valores éticos e morais, e com competência de gestão para conduzir o país a um projeto de conciliação nacional.
 
Uma reforma política profunda se coloca, mais uma vez, em pauta e desta vez de forma urgente e emergencial, sob o agravante para a democracia brasileira da falência das instituições partidárias.
 
O trágico, que se coloca de forma triste, é que o partido dos trabalhadores, que surge no cenário político brasileiro com a promessa de ser “diferente dos outros partidos”, com a promessa de ser o “guardião da ética e da moralidade”, tenha, neste 13 anos de poder, cometidos erros morais e éticos em grande escala, e com isso desconstruído o sentimento de esperança que semeou na sociedade, em decorrência de um projeto de poder, que para ser levado a cabo precisou institucionalizar a corrupção em diversas esferas do governo, não se importando com as conseqüências que adviriam dessa atitude para o avanço da democracia em nosso país.
 
TRISTE ENREDO EM SUA HISTORIA!!!!!!
 
 
                                                                                 AMAURY CARDOSO
                                                                             Presidente estadual da FUG/RJ
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O GARGALO NA EDUCAÇÃO, UM DESAFIO, AINDA, A SER VENCIDO! - ARTIGO: FEVEREIRO/2015.


O maior gargalo para o efetivo desenvolvimento do país tem sido a educação, e o Brasil insiste em ficar para trás, ariscando seu futuro como nação desenvolvida, em razão de não promover mudanças estruturais voltado para o ensino de qualidade e universal, sendo um dos principais obstáculos o baixo investimento e má gestão dos recursos que são destinados ao setor educacional.
Seria injusto deixar de registrar que no governo FHC, avançou-se na meta de universalizar o acesso ao ensino fundamental, e que no governo Lula, a opção de dar prioridade ao ensino superior, que considero um equívoco, foi revertida no segundo mandato, através da implantação do Plano de Desenvolvimento da Educação, para o ensino básico. O FUDEF, no governo Fernando Henrique, e o FUNDEB, no governo Lula, proporcionaram ao poder público investimentos para equacionar o repasse de verbas destinadas a educação para estados e municípios. Contudo, o que ficou claro com o passar dos anos, é que os problemas da educação, bem como para outras áreas do serviço público, não decorrem tão somente de aplicação de recursos, e sim de má gerência, comprovadas nos conhecidos casos de deficiência de gestão.
Um outro aspecto importante que evidencia o nosso atraso educacional, é o fato de nos depararmos com um número cada vez menor de jovens trabalhando em razão da baixa qualificação do ensino, que se configura como um grande desafio, colocando a educação na raiz dos principais problemas, que se tornou um entrave ao desenvolvimento social e econômico ao país.
O conhecimento esta no centro do futuro de toda nação por ser o principal ativo do século XXI. Concordo com o economista Sérgio Besserman Vianna, ao afirmar que o problema que o Brasil tem em mãos é, portanto, mais profundo. É cultural e é nesse plano que tem de ser enfrentado: a sociedade brasileira não dá valor e não se organiza para dar valor ao conhecimento.
As estatísticas oficiais, durante anos seguidos, alerta para o fato do atual modelo educacional em nosso país estar formando jovens sem grandes capacidades de desenvolvimento de idé ais através da escrita, o que foi comprovado em virtude do péssimo resultado na prova de redação do último Exame Nacional do Ensino (ENEM), revelando que 529 mil candidatos obtiveram conceito ZERO, confirmando que a educação é um desafio para aqueles que, como nós, tem responsabilidade com os destinos da sociedade.
No caso específico da realidade brasileira, na atualidade, a resolução das questões educacionais são primordiais para o nosso desenvolvimento global. Estamos numa situação delicada devido à carências estruturais que nos colocaram em nível baixíssimo dentre os países que buscam sua condição de pais desenvolvido, e essa situação é histórica. A questão política está presente de forma decisiva, tendo sido um dos fatores que contribuiu para o agravamento desse quadro. A política educacional implementada pelo golpe militar de 1964, pôs por terra todo um projeto qualitativo de educação e impôs uma diretriz quantitativa baseada em números e estatísticas, com a principal intenção de banalizar a filosofia adotada pelo sistema militar, como por exemplo: Baixa qualidade do ensino, professores eméritos aposentados, exilados ou presos, disciplinas humanas (sociologia, filosofia, antropologia, etc...) relegadas a segundo plano, ou simplesmente banidos da grade curricular, remuneração baixa para os professores, massificação do processo educacional, vide Mobral, dentre outros.
Privilegiar o ensino técnico também foi, e continua sendo, mais uma forma de se tentar colocar os alunos das classes pobres no mercado de trabalho prematuramente, os inviabilizando para o ensino universitário, deixando para esse, os oriundo das classes médias e/ou das elites, a formação de nível superior.
Diante desse quadro os governos pós golpe militar, nos quais a população depositava esperança de reversão desse quadro perverso não corresponderam as expectativas, decepcionando todos aqueles que acreditavam numa mudança ou retomada do processo interrompido em 1964. Entendo que uma exceção que confirma a regra foi a gestão do ex-ministro, já falecido, Paulo Renato que esteve a frente do Ministério da Educação na gestão do ex-presidente Fernando Henrique, e, no âmbito estadual, os CIEPs no governo Leonel Brizola, sob os ideais do saudoso Prof. Darcy Ribeiro.
Torna-se urgente uma tomada de posição por parte daqueles que como nós tem responsabilidade social e creem ser possível a libertação nacional sendo a educação seu motor propulsor.
Hoje é preciso uma reflexão profunda para que se tenha condições de fomentar ações sérias no sentido de redirecionar isso tudo que estamos vivendo dentro do contexto sócio-educativo. Entendo ser urgente a federalização do ensino básico, pois a grande maioria das prefeituras não possuem recursos necessários para uma boa qualidade do ensino e, nas que possuem recursos é comum o mau uso das verbas, quando não o desvio para outras atividades, sendo necessária uma fiscalização severa para garantir uma aplicação correta desses recursos.
Não alimentemos falsas ilusões, pois novas ações para que a educação seja o alicerce cultural da sociedade, só terão resultado a longo prazo e o momento de agir já se faz tarde, sinalizando que não temos tempo a perder, pois as novas gerações merecem respeito, e só ações sérias e responsáveis, que visem amenizar as perdas e prepará-las adequadamente para o verdadeiro exercício da cidadania, podem nos livrar de resultados vexatórios.
O governo petista não podem continuar a tratar a educação com frases de efeito, como foi o caso da última tirada cômica, de puro marketing, adotado no discurso de posse de reeleição da presidente Dilma, ao declarar que seu foco será a educação, através do "Brasil, Pátria Educadora". Ocorre que já se passaram 12 anos de governo do partido dos trabalhadores, havendo tempo suficiente de alterar o deprimente quadro educacional em nosso país e ter avançado neste aspecto social importante, principalmente para os filhos dos trabalhadores assalariados, e o "partido da classe operaria" vem confirmando seu fracasso em razão da sua ineficiência, também, nesse setor.

                                                                        Amaury Cardoso
                                                    blog: www.amaurycardoso.blogspot.com 
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domingo, 4 de janeiro de 2015

REDES SOCIAIS, E SUA INFLUÊNCIA NA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO - ARTIGO: JANEIRO/2015


Uma das principais mudanças no comportamento das pessoas, em particular crianças e jovens da primeira geração do século XXI, são as novas ferramentas digitais. Uma das principais preocupações da sociedade contemporânea, em particular os pais e avós, é com relação ao uso que a nova geração esta fazendo dessas novas tecnologias, que passam a maior parte do tempo conectados, fascinados, hipnotizados, anestesiados, distantes do mundo real.

A visão que tenho é que para a atual e futuras gerações, não existe o mundo aqui fora, em razão de toda atenção se concentrar no visor das variadas modalidades de comunicação virtual. Essa conexão as máquinas e menos as pessoas, tem sido o principal foco, e exagerado efeito exercido pela "modernidade tecnológica", sofrido por essa geração que se relaciona com inúmeras pessoas, recebendo e enviando uma enorme quantidade de mensagens de texto por dia, em detrimento da indispensável interação social, principalmente no seio familiar.

Sobre esse tema, li um artigo recente do acadêmico Zuenir Ventura onde ele destaca que pesquisas revelam que o circuito social e emocional do cérebro de uma criança aprende através do contato e das conversas com os que encontra durante o dia, ou seja, horas passadas com gente são mais úteis do que diante de uma tela digitalizada. Contudo, é impressionante o fato dos adolescentes de hoje receberem diversos estímulos e processá-los simultaneamente. Mas, por outro lado, é terrível o resultado desse vício digital, em virtude do fato de levar a dispersão e a preguiça mental, que retardam o raciocínio, privilegiando o reflexo ao invez da reflexão, onde a principal vítima é o hábito pela leitura. Hoje o livro é considerado maçante e talvez obsoleto, pela geração dos textos rápidos e abreviados, chegando em certos casos a serem incompreensíveis.

Nesses novos tempos somos forçados a velhas reflexões sobre convivência, chances de divulgação das culturas e maneiras de interação entre os diversos grupos sociais. Por um lado as crianças, os jovens e mesmo os adultos e idosos curtem jogos eletrônicos e redes sociais, por outro lado a família, cada vez mais sobrecarregada, oferece atividades sócio recreativas para os filhos: aulas de escolinha de futebol,  teatro, música, dança, etc.

A pós modernidade tem seus prós e contras: Acesso as novas tecnologias, aplicativos, compras pela internet, comunicação instantânea com todas as partes do mundo, em contra partida dá um crescente culto ao individualismo, egoísmo exacerbado, massificação cultural, dominação midiática, política de resultados, e, inerente ao sistema, o predomínio do TER sobre o SER, aparência sobre a essência.

Longe de nós sugerir, ou sequer comentar, soluções miraculosas, milagrosas nesses tempos de consumismo e beligerância. Somos observadores da realidade, o diálogo da esquina, conversa na calçada ou na mesa de bar, são substituídas pelas salas de bate papo, a paquera do dia a dia pelos sites de relacionamentos, os salões de bilhar pela sinuca virtual, etc.

Diante dessas grandes e rápidas mudanças de comportamentos e convivência social, por serem inevitáveis em razão do choque tecnológico, creio que devemos adaptarmo-nos aos novos tempos, porém, sem perder de vista a imprescindível convivência pessoal, o velho papo furado, saudável e estimulante, porque não afirmar renovador.

Temos esperanças sobre a possibilidade dessa convivência harmoniosa, pois, afinal, somos brasileiros, e como dizia o saudoso antropólogo e intelectual professor Darcy Ribeiro, "o futuro é aqui".


                                        Amaury Cardoso                                                             
              Presidente Estadual da Fundação Ulysses Guimarães / RJ
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É PREOCUPANTE PARA A REPÚBLICA O FATO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA NÃO ACREDITAR NA SUPREMA CORTE. - Artigo: Abril/2026.

Entendo que a impunidade tem que ser extirpada em nosso país, dominado pela aristocracia e pelos que ascendem ao poder e fingem combatê-la, ...